Garota gostosa de bikiniEm diversos lugares do Brasil, a simples ida para a praia pode significar aquela sensação de liberdade que fica reprimida em nossos corações durante boa parte do ano. Para os paulistanos em geral, a coisa pode mudar de figura. Simples: Quando decidimos ir pra praia, em geral fazemos isso em conjunto e todo aquele pessoal que você já cansou de ver em Sampa durante o ano todo são os mesmos que fatalmente você vai encontrar na sua ida para o litoral. Parte disso se deve porque temos o hábito de frequentar as mesmas praias que nossos vizinhos de bairro. No geral, isso nunca falha. E em muitas das vezes, a ida pra praia significa entrar no carro e parar na Praia Grande, uma das praias mais próximas de Sampa. Embora as opiniões sobre o lugar sejam controversas, numa terça-feira de calor extremo aquelas areias podem ajudar bastante sua saúde. (entenda como quiser :P hohoho)

Abaixo, narrarei como é a típica viagem de um paulistano para a praia. Atente-se ao fato de eu ter ido pra lá ontem, e possívelmente narrar com mais fidelidade uma viagem atípica, realizada numa das terça-feiras mais quentes do ano em São Paulo. Faça a sua versão, se encontrar erros aqui ou se for de outra cidade.

Praia
Foto: Sombra e Luz

Uma viagem atípica para a praia numa terça-feira começa por volta das 8:30hs, ao entrar no MSN e ver aquele teu amigo que trabalha de quarta a domingo online. Como o calor é grande e você ta praticamente passando mal, a idéia de largar tudo e ir curtir a água gelada do mar e algumas cervejas parece muito atraente. Como você pode desenrolar aquele freela assim que voltar, com sorte, ou se tudo atrasar amanhã e com uma boa desculpa enrolar o cliente, tudo que você precisa é preparar o psicológico para 1 hora de estrada no sol. Com sorte, o almoço lá traga alguma surpresa tropical no prato. 

(…)

Já passou das 10hs e você sequer conseguiu sair do computador. As inovações tecnológicas que insistem em pipocar via twitter, msn e afins te impedem de se movimentar até seu quarto pra buscar os aparatos que irão lhe acompanhar na viagem. Óculos escuros, um chinelão confortável e uma toalha para não voltar molhado no final do dia. Maldita vida nerd.

(…)

12am. Hora do almoço e você ainda está em Sampa. Sempre aparecem coisas de última hora pra fazer, e justamente naquele dia que você resolveu deixar um foda-se pra tudo e ir curtir o dia aparecem coisas que simplesmente não podem ser ignoradas. Mas com tudo semi-resolvido, é hora de curtir uma estradona rumo ao litoral. A cerveja gelada, comprada no posto de gasolina mais próximo de casa, já fez o “tsss” e começa a gelar a garganta. Grata surpresa para uma terça-feira, não?

(…)

Milagrosamente, diferente do que dizem os jornais, o trânsito ajuda. Claro, quantos isentos mais estariam se dirigindo a imigrantes em plena terça-feira, se não os pouco caminhoneiros que se dirigem ao porto de Santos? Obviamente, isso vai ter um meio diferente, como veremos no próximo capítulo.

(…)

Já na estrada, 120km/h e ninguém a frente ou atrás. Aquela cena utópica que sempre sonhamos de uma estrada livre pela frente se realiza magicamente depois do pedágio. Para nosso azar, um policial rodoviário se dirige ao meio da pista e nos pede gentilmente para encostar. Chegou na porta, pediu os documentos, olhou atentamente e saiu de lado com o motorista. Ao voltar, ele camufla cerca de R$ 40,00 e fala que já explicaria o que estava rolando. Seguimos viagem e ele vai contando:

– Então, o cara viu a latinha de cerveja na mão do Rafael (eu) e perguntou se eu tinha bebido também. Eu falei que não, e o cara perguntou de novo, frisando que tava bastante calor e com toda certeza uma cerveja cairia bem. Eu neguei de novo, e ele perguntou se poderia fazer um bafômetro. Eu falei que poderia, e ele questionou de novo – “Tem certeza?” – e eu falei que na boa. Quando ele percebeu que eu poderia estar falando a verdade, ele perguntou porque meu amigo (o do banco de trás) tava sem cinto. Eu falei que não tinha visto, e ele falou da multa de 180 e poucos reais mais 7 pontos na carteira. Papo vai, papo vem, ele falou que poderia quebrar a multa. Falei que tinha 40 reais e ele aceitou. 

Para quem não conhece, as estradas de São Paulo são famosas pelos “cafezinhos” servidos aos amigos rodoviários. TODO MUNDO praticamente tem alguma história sobre o tema, pode perguntar por ai. 

(…)

Enfim, areia e mar. 14hs. Latas de cerveja, batidinha de abacaxi e porção de camarão. Pouparei os detalhes, pois vocês já devem imaginar o que é uma praia com pouca gente, cerveja gelada e calor. 

(…)

19hs e resolvemos partir. Com sorte, chegariamos em casa umas 20:30hs a tempo de ver o jornal nacional e ver como a bolsa de valores se… mentira, a gente foi direto pro buteco terminar a cota de cervejas do dia. Dia de folga é assim, você só para quando acha que exagerou ou quando o tempo acaba. Para encurtar, cheguei em casa antes das 23hs. De alma lavada, 40 reais menos rico com propina, 25 reais menos rico pela conta dividida da praia, 30 reais a menos de combustível e com um sorriso enorme de satisfação no rosto. 

Como é a sua versão, quando quer fugir da sua cidade e pegar um dia de folga?

 

Related Posts with Thumbnails
Se gostou compartilhe!

Postagem feita no dia 15 de outubro de 2008 às 14:55 e arquivada na(s) categoria(s) Divagação. Você pode acompanhar os comentários usando RSS 2.0 .
Você pode deixar um comentário ou um trackback do seu site/blog.



Algo a dizer?

1. Diga o que quiser, você é totalmente responsável pelos seus comentários;
2. Não ofenda as pessoas, não use palavras de baixo calão;
3. Não seja desagradável;
4. Tenha em mente que o conteúdo desse blog é humorístico e/ou irreal;
5. Assim que sair, dê um sorriso;