A triste constatação que farei agora é necessária e verídica: as pessoas morrem nas raves desde que elas existem. Assim como pessoas que vão pra guerra e morrem, pessoas que estão tomando banho no chuveiro e morrem, pessoas que estão no campo de futebol e são atingidas por um raio… Na bem da verdade, não existe um lugar certo pra morrer. E com toda certeza, na rave as pessoas também morrem. O lado ruim é que são perdas irreparáveis, são nossos entes queridos deixando esse plano astral e partindo para um outro lugar. O lado bom (se é que podemos dizer isso) é que muito provavelmente cada pessoa que nos deixa em uma rave tem sua própria parcela de culpa no acontecimento. Explicaremos a afirmação em breve.
Eu já frequentei muitas raves. Conheço pessoas que gostam de raves. E sei que basicamente isso poderia ser um medidor de chance de morte, segundo o que consta nos jornais atualmente. Afinal, basta estar em uma festa que tudo pode acontecer, certo? ERRADO!
Explicando, basta pensar na seguinte hipótese: estamos em uma sala, fechada. Existe uma mesa de jantar num canto dela, com algumas armas. Do outro lado existem algumas plantas, e num terceiro canto existe um tocador mp3. Você pode se movimentar livremente por dentro dessa sala, e muito provavelmente tudo o que fizer será notado pelos outros ali, a não ser que você seja discreto. Imagine, hipoteticamente, que existem junto com você outras 20 pessoas. Sabe qual a porcentagem de pessoas que farão o que você pode estar pensando? Pela minha pouca experiência, tentarei resumir em porcentagem:
· 50% das pessoas estão ali para ouvir música, então se dirigem ao canto do mp3 player e ficam ali nas proximidades;
· 25% das pessoas passeiam pela sala toda, inclusive na mesa de armas. Pouco mais de 20% chegam inclusive a manusear algumas delas, voltando pra casa ao final da jornada apenas cansadas pelo excesso de dança;
· 12% das pessoas acham natural a curiosidade e acabam tentando atirar com as armas. 7% delas o fazem em direção às outras pessoas da festa, sem surtir o efeito necessário. 1% das pessoas o fazem contra si próprias, e 0,5% das pessoas acabam saindo com escoriações;
· 0,12% chegam aos finalmente e acabam falecendo dentro da sala, por terem atirado contra si próprias;
Ok, partindo dessa hipótese podemos começar a perceber que nenhuma das pessoas, por exemplo, empunha uma arma contra outras pessoas. Podemos perceber também que em momento algum alguma das pessoas chega a cogitar a idéia de forçar outras pessoas a empunharem a arma também. Se é assim que eu enxergo a coisa, como vou acreditar que a culpa das mortes nas raves são de terceiros, quando na verdade quem acaba atentando contra a própria vida geralmente é a pessoa que morreu? Assim como outras coisas, o corpo humano tem um limite. E é preciso percebê-lo antes que se ultrapasse a fronteira. É simples assim.

Cartelas de LSD
Sabe como evitar morte nas raves? Não use drogas. Quer usar drogas? Bom, ai é particular de cada um, ninguém pode e/ou deve dizer o que você pode ou não pode fazer da sua vida. Mas fica caracterizado que a escolha foi totalmente pessoal e não se deve responsabilizar ninguém mais do que a própria pessoa. Agora, se as raves são um ambiente propício para o uso de drogas, se existem mesmo muitas drogas em raves ou outras questões, isso fica para um próximo post. A dica que fica é: quer mesmo usar drogas? ANTES DE TUDO: Conheça a droga em questão, descubra os efeitos, descubra quanto é necessário pra obter o estado psicológico que você procura e o que fazer se algo der errado. E se os seus pais não acham bom você ir numa rave, bom… é melhor obedece-los, para que eles não precisem aparecer na TV depois com uma puta dor e tendo que fazer papel de enganado. Nada pode ser pior do que você morrer enquanto seus pais confiavam em você e depois da sua morte você ter sua credibilidade afetada. Mas, afinal de contas, você vai estar morto mesmo né? Num precisa ser sincero mais.
Em breve, vai rolar um top 5 “músicas que DEVEM ser tocadas na sua festa”.




Achei a linha de raciocínio dos percentuais muito complexa pro meu cérebro danificado. Mas dei muito valor ao último parágrafo.
Hipocrisia é uma merda. E reitero sua opinião com uma máxima que emprego como lema: “passarinho que come pedra sabe o fiofó que tem”.
O foda é que é muito difícil ver alguém com o grau de consciência necessário para buscar informações técnicas sobre as drogas que consome.
Ainda bem que tenho por hábito ser uma exceção.
Paz do Senhor!
Sou radicalmente contra o uso de qualquer tipo de drogas, evito até usar remédios( uso-os apenas quando não tem outro jeito). O único tipo de droga que consumi e, hoje, não consumo mais é o álcool. Atualmente vou em festas e raves e saio completamente zen. Esse zen não é de drogada não e sim de completamente em paz comigo e com minha saúde. A morte não é o fim de tudo e tudo o que você faz e que vai contra a sua vida ou a diminui é suicídio. Perante a lei Divina, o suicídio não tem perdão. Excelente artigo! Boa semana para você!
Rave é uma merda, além de ser tão….2004