O diretor do filme BOPE – Tropa de Elite, José Padilha, já tem seus próximos projetos em andamento. Na sua produtora, a Zazen Produções, que é a sociedade dele com Marcos Prado, já está em movimentação a primeira etapa, a captação de recursos para o novo projeto, um segundo longa de ficção que também vai levantar um tema polêmico. Com o título provisório de Posto 9, e com uma inversão de cargos (Padilha irá produzir e Prado irá dirigir), o filme será um mergulho na juventude brasileira ligada a música eletrônica e as drogas sintéticas.

De início, a história mostrará a vida de dois jovens da classe média, moradores do Rio de Janeiro, que em determinado momento se envolvem com o tráfico internacional de drogas. Como pano de fundo, serão mostradas as festas rave onde o consumo de drogas se mostra intensificado, parte da ficção que tem até algum ponto uma ligação com a realidade. Ao final da história, será mostrado que existe sim uma luz no final do túnel, “e que os jovens deverão tornar as relações de trabalho e relacionamento mais verdadeiras e menos hipócritas”.

A história do filme começa a se espalhar, e eu pude conferir a revolta dos frequentadores das raves em algumas comunidades do orkut. Eu tomei conhecimento do projeto na comunidade do Padilha, e lá já começaram algumas retaliações. Mensagens como a da LeLezinha, com o já manjado texto do filme “HEHEHEHEHE SEU CARECAA!!!!!……PEDE PA SAI PEDE PA SAII!!!!” ilustram o tom miguxo das reclamações. Entre outras piores, que eu tive que me esforçar bastante pra entender. A máxima aplicada pelos frequentadores de raves, no entanto, é demonstrar que não é a droga a única motivação de um jovem para ir numa dessas festas, mas as palavras mal escolhidas e o tom dramático usado ajuda pouco na defesa dos frequentadores comuns.

Em seguida, eu parti para a comunidade Raves, uma das maiores do orkut sobre o tema. La eu contei inúmeros tópicos falando sobre o assunto, sobre a repercussão negativa das festas na mídia, mas um tópico em especial me chamou mais a atenção. Com o título “Esse cara vai acabar com As Raves” (embora eu não tenha entendido os maiúsculos ali), a discussão come solta. Mensagens como a do Renato, dizendo assim: “Se alguém comprar ese filme, que seja pirata pra não dar um puto de lucro pra esse FDP” aumentam a impressão de que os primeiros que correm em defesa das raves, na teoria de que o filme vai realmente queimar o filme das festas, são mesmo aqueles com maior dificuldade de se expressar bem. Eu já me dei ao trabalho de tirar os print screens, caso alguma das mensagens simplesmente suma do orkut. ;)

Enfim, é um projeto novo que já vem dando o que falar. A comunidade dos frequentadores de raves já está antenada nisso e mostrando que está a fim de uma repercussão sobre o tema, e que ao menos passe o lado positivo das raves. Como é um longa metragem de FICÇÃO, é possível que em nome do drama sejam alterados fatos e interesses, portanto não sei quanto certo essa briga deles com a produtora do Padilha pode resultar em algo. Mas que esse vai ser o debate dos próximos dias, isso vai. E que a coisa vai longe na discussão, também já é claro, ao menos pra mim. Mas se as pessoas que se levantarem para questionar os porques do filme não melhorarem a forma com a qual se expressam, dificilmente vão se fazer entender. :P

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17 Comentários ;) para “Padilha, diretor do BOPE, e seu novo projeto”

  1. Danilo on novembro 16th, 2007 at 16:00

    Tudo bem, ele fazer o filme sobre nossas festinhas, mas uma coisa é certa, nem todos vão as festas RAVES para usar drogas sinteticas e etc, muitos vão para curtir a vibe, pq se fosse pra falar de coisas negativas, pq ninguém faz um filme sobre o show do REBELDE que causa morte por causa de multidão, atropelamento por pessoa pisotiada, aff isso é demais, e outra usa droga quem quer, ninguém obriga ninguém, se a pessoa quer usar FODA_SE é ela qm vai morrer não VOCÊS !

  2. Marina Santa Helena on novembro 19th, 2007 at 1:24

    Mais um filme brasileiro falando de tráfico de drogas?
    ahhn…(bocejos).

    um abraço,

    Marina

  3. chacal_jp on novembro 19th, 2007 at 10:50

    Danilo, vc eh um cabecinha de m..da!

  4. phramxiskho on novembro 19th, 2007 at 14:13

    podem dizer o que disserem. eu não conheço, não conheci e acho que nunca vou conhecer algum frequentador de raves que não seja ou esteja a caminho de ser um usuário de drogas, e drogas pesadas. quer um pano de fundo mais potente que esse pra passar batido enquanto se entope com as malditas?

  5. Wellington on novembro 19th, 2007 at 18:27

    Adoro raves… já fui à inúmeras. É hipocrisia dizer que não rola muito, mas MUUUUUUUUUITO consumo de drogas sintéticas lá. Ecstasy (as famosas balinhas) estão extraordinariamente atreladas à filosofia ‘trance’. Os ácidos e derivados idem. Óbvio que nem todos que vão, usam. Mas eu diria que o percentual é bastante elevado. Negar isso é assumir sua própria estupidez.
    Pode vir alguém e dizer que também rola em boates, que rola nas micaretas, que rola na PQP, mas nas raves rola muito mais que em qualquer outro evento e ponto final. Essa é a verdade nua e crua.
    Abraços.

  6. anderson on novembro 19th, 2007 at 20:13

    o que eu acho mais engraçado sobre o assunto drogas e o seguinte beba o quanto quiser e faça muita merda por ai porque bebida e liberado eu sempre achei que droga e droga e alcool e e sempre vai ser droga e as leis sao feitas por homens como eu e vc so que esse que liberou o alcool devia ser um pe de cana e se ele fosse usuario de outra droga hoje seria liberada

  7. Breno on novembro 19th, 2007 at 23:47

    O colega Danilo ilustra bem, como são esses frequentadores de “festas eletronicas”. Eles veem o cara se debatendo no chão e acham graça, acham que é normal vender uma droga ilicita na cara de pau e ninguem ser punido. Só pra fechar quero dizer que sou a favor de qualquer tipo de manifestação musical ou cultural, contanto que tenha fiscalização e o minimo de conciencia daqueles que participam do evento, no caso não há isso em raves, então que começem a punir os responsaveis e botarem na cadeia que usa e quem é conivente com isso. Termino com uma frase para o nosso colega inteligentissimo e com um vocabulario baixo e sujo: OMISSÃO NESSES CASOS DE DROGA TAMBEM É CRIME!

  8. alex on novembro 20th, 2007 at 0:22

    mais uma vez, José Padilha, o “Deus da Verdade” vai colocar seus pensamentos em um filme. Após o fracasso de bilheteria de tropa de elite, onde 25% dos paulistanos já haviam visto o filme antes dos cinemas, este filme não deve ser diferente. O “Deus da Verdade” bem que poderia se candidatar à presidente não é?

  9. Paulo Bocca on novembro 20th, 2007 at 0:27

    Olha, tudo o que o Padilha for colocar como tema de algum longa ou curtametragem,irá trazer alguma revolta, pois o que ele mostrou no Filme Tropa de Elite, e com uma veracidade tremenda, fez dele um icone brasileiro, olha é de pessoas como ele que o cinema brasileiro estava precisando, hj um policial deve pensar mil vezes antes de fazer algo errado, pois no futuro ele poderá ser lembrado em algum filme, então pessoal deixa ele fazer o filme primeiro, assistam ai depois critiquem , pois sei que Rave é um lugar pra jovens se dvertirem, mas tem acontecido casos de morte, e ele não está recliminando quem gosta, apenas mostrará o que realmente pode acontecer e como ele disse dessa vez será uma ficção e não uma realidade.Abraços a todos

  10. Miguel on novembro 20th, 2007 at 13:12

    Independente do tema, se é a PM, a aceitação ao tráfico de drogas, política, festa rave, acho que o foco do Padilha é a hipocrisia… mesmo com elementos tão marcantes que até criam essa “guerra” toda nos bastidores (e na platéia), por exemplo, no Tropa de Elite, o que mais chocou foi a crítica à classe média-alta e sua ligação indireta com a morte. No caso da Rave o discurso tende a ser o mesmo, atacando onde o frequentador das festas menos tem defesa, que é esse argumento de “usa quem quer”. Enfim, falar de político é fácil. Eles estão vilanizados já faz tempo (apesar de não se importarem nem um pouco com o que o povo pensa… não dão a mínima.). Difícil é dizer à “gente de bem” que ela também faz parte da podridão. Mostrar ao povo que é graças a ele que está tudo errado. Quando não é por ação, é por omissão. E isso tudo é mascarado pela hipocrisia. Achar que o que eu faço de ruim é “certo” porque tem um pior ao meu lado é um gesto muito comum e muito perigoso. É triste, mas a corrupção é fato da natureza humana. Basta ter oportunidade e a pessoa, quando não tem qualquer “amarra” ou base moral e de civismo, aproveita. Assim como, também, se você der oportunidade constantemente ao indivíduo para que ele faça algo de útil ou de bom (coisas sutilmente diferentes), ele vai acabar fazendo. Exemplo pequeno: lixo. A pessoa anda na rua com um picolé. Acabou, procura uma lixeira. Não achou por perto, joga no chão. Pouquíssimas guardam o palito pra quando encontrar uma lata de lixo. Parece que o palito pesa mil Kg ou que ele está infectando seu corpo todo. “Vai pro chão, porque na minha mão não pode ficar. Dane-se se o papel, a lata, o plástico vão pro esgoto, entupir e causar inundação ou gerar prejuízo. Não sendo meu prejuízo… “. E assim vai, até que o problema atinge esse indivíduo e ele culpa o Estado por não fazer a manutenção. Resumindo: o problema do Estado é o indivíduo. Seja o indivíduo sem poder ou a autoridade corrupta. Cada um com sua capacidade de fazer o mal e, guiado unicamente por sua consciência que pode ou não estar detonada pela hipocrisia, que é o tema do Padilha, seja lá em qual meio onde ele a situar. Na PM, na Política, na rua, na favela ou no apartamento com vista pro mar… no baile funk ou na festa rave. Em todo canto a hipocrisia germina… basta ter oportunidade e não haver nada que a impeça.

  11. Miguel on novembro 22nd, 2007 at 15:35

    Alex… vc andou usando o que pra dar essa “informação” de que o filme foi um fracasso???? Já na estréia foi líder de bilheteria nacional. Em 7 de novembro a Folha de S. Paulo informou que, até então, o filme arrecadara R$16,5 MILHÕES. Será que andou comparando com bilheteria de Hollywood e se equivocou, Alex??? Ou só foi mesmo pra desinformar e embasar sua raiva pelo diretor? O que, aliás, já é bem esquisito…

    Pra quem quiser ler, está aí o link da Folha.
    http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u343428.shtml

  12. Diogo Alcantara on novembro 25th, 2007 at 19:48

    Oi amigo,

    Acho que você está querendo se referir ao José Padilha diretor do filme “Tropa de Elite”.
    O BOPE não tem “diretor” e sim Comandante.

    Abraços,
    Diogo Alcantara.

    Blog do BOPE: http://obope.blogspot.com/

  13. Rafael R on novembro 26th, 2007 at 18:35

    Em ambos os casos (BOPE e Tropa de Elite) eu me referi ao filme.
    Grato.

  14. carina on dezembro 4th, 2007 at 16:02

    entao.. gostei muito da ideia desse filme.
    primeiro porque sei que o diretor vai mostrar o lado negativi, mas nao esquece4ndo do lado positivo. achei muito bom.
    eu frequento festas raves, e gosto muito. se tratando das drogas nao gosto nao! e acho muito bom mostrar que usar drogas nao esta com nada. a galera esta viajando de mais nas festas. o clima esta mega pesado e isso nao é legal! ACORDA GALERAAA!
    a festa quer passar outro lado e nao as drogas.. e uma pena que muitos jovens nao vejam isso… eu adoreiii a ideia do filme e apoio siiim!
    e acho que isso nao vai acabar com as festas nao,m mais vai mostrar a realidade! E QUE POR SINAL OS JOVENS NAO QUEREM ENCARAR!!!
    e segundo… eu to afim de saber sobre os testas para o elenco do filme… faço tv e teatro e tava afim de fazer o teste!.. alguem pode me ajudar nesse assunto?
    é isso galeraa!
    curta o trancee… a musica… E DROGAS NAOOOOOOOO!!!

  15. Marabel on janeiro 10th, 2008 at 21:19

    Bom, amo de paixão raves, me sinto bem numa rave. Nunka vi uma briga sequer diferentemente de muitos shows,micaretas etc…

    Quanto as drogas, acho que tem em todo lugar, é apenas diferente o tipo. Se nas raves mta gente usa Ecstasy, nos outros “eventos” rola mta maconha,pó, enfim… sem falar em cigarro e cerveja que também são drogas.

    Acho a iniciativa desse filme uma coisa boa, acredito que o único problema é se ele quiser passar soh o lado ruim das raves do mesmo jeito que ele colocou a PM soh com cara corrupto como se no BOPE não tivesse nenhum tipo de corrupção. A mensagem que o filme passou foi a seguinte: “Se o cara é corrupto ele fica na PM, se ele ñ for corrupto,(e macho pra caramba) ele vai pro BOPE”!

    Só o que nós, curtidores de uma boa rave sem usar drogas, queremos é que ele passe uma mensagem mais ou menos assim: “Existem drogas nas raves, do mesmo jeito que existe outras drogas em outros eventos, mas não é todo mundo que vai que usa, do mesmo jeito que tem gente que vai pra outras festas e não usam nenhum tipo de droga.”

    ^^

  16. Guilherme on fevereiro 12th, 2008 at 21:05

    Brasil só tem filme de trafico de drogas e de novela das oito… Depois falam que estão usando muita droga, pelo menos estão usando muito a droga.

    Acho que o filme deve mostrar a vida de drogados que vão em rave.

  17. Marcio Maranhão on setembro 9th, 2008 at 21:12

    Cara, você é simplesmente um idiota.
    O que você pretende corrigindo os scraps das pessoas, uma vaga na próxima edição do Aurélio ?
    Melhor, uma vaga na Academia Brasileira de Letras ?
    Não gostaria de ser estupido, mas, normalmente, pessoas como eu, odeiam pessoas como você.
    Impossivel não dizer nada depois de ler esses absurdos que você escreve.
    Inteligência rara a sua.

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