Minha consciência para o assunto despertou muito tempo atrás, naquela fase que muitos passam na vida onde têm seu primeiro contato com qualquer tipo de droga. Passou o tempo e eu, curioso como sempre, fui atrás de saber um pouco mais sobre cada tipo de droga. Felizmente, vivemos num mundo onde documentários sobre os mais diversos tipos estão a disposição – completos, dublados e/ou legendados – no Youtube. Então fica fácil conseguir se informar antes de se posicionar contra ou a favor do que seja.

Entre os muitos documentários que eu já vi por lá, eu destaco um: A história das drogas, do History Channel. Ele é completo e mostra o uso das drogas desde o seu início, falando sobre civilizações antigas, histórias com suas divindades e a droga na cultura dos povos.

Eu tenho agora uma opinião mais completa sobre o assunto. Drogas não podem e não devem ser tratadas como o fim, pois elas são o meio. Quando usada sem conhecimento, por diversão ou de forma inconsequente ela tem fins desastrosos e existem muitas histórias – inclusive algumas próximas de nós – que mostram o que acontece quando você não toma cuidado com esse tipo de substância.

Mas por outro lado, me parece que faltam avançar no campo dos estudos sobre essas substâncias. O uso da maconha medicinal no tratamento da ansiedade, o uso do LSD no tratamento do câncer (um texto que eu mesmo escrevi, por sinal) e outros tipos de estudos que, pouco a pouco, vão pipocando na mídia.

Eu não acho que o uso de drogas de forma recreativa seja algo pelo qual eu devo brigar. Nem quero entrar nesse mérito aqui. Acho que esse tipo de substância pode ter um uso positivo na saúde e na vida das pessoas e é isso o que eu defendo, hoje. O uso recreativo pode ser estudado também, claro. Mas essa é uma batalha que eu não tenho certeza se pretendo participar nesse primeiro momento.

Meu ponto é: qual a diferença do álcool, que faz o pai de família voltar para casa e dar uma surra na mulher e nos filhos da maconha ou da cocaína, que em alguns casos provoca apenas males (?) a quem a utiliza? Por que um pode ser vendido no mercado e os outros não? Em todos os casos temos boas histórias e histórias com finais tristes. Existem leis contra o álcool e a direção – que agora inclui o uso de drogas, felizmente – e tudo isso precisa ser estudado a fundo. Mais do que soluções imediatistas, precisamos entender muito melhor e então podermos definir o que é cabível e o que não pode ser considerado legal.

Conheço casos de pessoas que usam drogas e mantêm suas vidas normais. Não causam males diretos a ninguém, são produtivas e trabalhadoras, fazem e cumprem com todos os seus deveres e, no final, são felizes assim. Isso inclui o álcool, o LSD, a maconha e outros tipos. As tragédias e os caminhos que elas percorrem até chegar aqui existem, mas de quem é a culpa? Se o governo ou as corporações responsáveis pela segurança garantissem uma distribuição parecida com a que ocorre com o álcool, por exemplo, e cuidassem desse setor é possível que os que hoje são responsáveis pela distribuição tivessem que sair do campo da criminalidade e, com isso, acabar com uma cadeia de eventos ruins.

Eu tenho uma certeza nesse assunto: Do jeito que está não dá, está ruim e só prejudica a sociedade como um todo assim como cada indivíduo que, por escolha própria, está no meio dessa ‘viagem’. O tratamento de pessoas viciadas, por exemplo, precisa evoluir muito. A educação, que deveria vir de casa, tem que evoluir muito para que possamos realmente debater esse tema. Não adianta somente quem usar conseguir enxergar um caminho diferente na nossa realidade, a sociedade como um todo precisa ser convencida de que é importante estudar novos rumos para tudo que acontece nesse caminho. O governo, a policia e todos os cidadãos precisam enxergar pela mesma ótica a coisa.

Estudar é o caminho. Não adianta mais traçar e por em prática medidas paliativas. Precisamos e urgente é de soluções para todo esse mal. Do contrário, as drogas continuarão existindo como sempre existiram. As pessoas continuarão consumindo como sempre consumiram. E as tragédias, cada dia mais evidentes, continuarão a ser uma parte triste da nossa realidade. Educar e entender é preciso. Façamos isso, hoje.

E você, tem alguma opinião sobre isso?

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Postagem feita no dia 6 de março de 2013 às 15:46 e arquivada na(s) categoria(s) Divagação. Você pode acompanhar os comentários usando RSS 2.0 .
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