Então estava lá, junto com a Caju, sentado na Sala São Paulo. E a Orquestra estava pronta para tocar!

Orquestra do Festival de Inverno na Sala São Paulo

Mas tem toda uma história antes e depois que precisa ser contada. Eu nunca na vida me imaginei assistindo um concerto de música clássica na vida. É aquele tipo de coisa que você acredita estar completamente distante da sua realidade. E é até engraçado saber que, da mesma forma que muitos de vocês, eu estava mais perto disso do que de qualquer outra coisa.

Nasci e cresci em Sampa. Minhas opções de lazer sempre estiveram ligadas a ficar na rua, comer algo gorduroso ou curtir um dia num parque distante de casa, como o Ibirapuera, onde eu ia de bicicleta por um tempo e depois passei a ir pra andar de patins. Cinema também não era algo constante, mas rolava. E claro, o famoso boliche do Shopping Center Norte, que era o mais próximo de algo “cool” que eu tinha. Tudo isso só pra dizer que não, eu nunca estive próximo de nada que remeta a música clássica. Não só isso, eu também repelia completamente o estímulo de que um dia pudesse vir a assistir, gostar e recomendar isso a alguém. Mas as coisas realmente mudam.

Minha namorada, pelo contrário, sempre esteve próxima disso. Então foi fácil eu decidir por retirar os ingressos na bilheteria da Sala São Paulo (sim, são de graça, só precisa vir retirar) para assistir a um concerto dentro do Festival de Inverno de Campos do Jordão. De graça, no final de tarde de um domingo, não poderia ser ruim. Só que essa pequena expectativa deu lugar a um deslumbramento incrível.

Você não entende bem o que é fazer parte do público de um concerto até estar nele. Por sorte, tem gente que já está acostumada e acaba te levando ao ponto certo onde devemos aplaudir, ficar em silêncio absoluto somente contemplando e levantar para ir embora. Mas essa parte é menor dentro da emoção que é estar ali.

NÃO EXISTEM PALAVRAS PARA DESCREVER. Desculpe, mas eu realmente não consigo dizer o que foi aquela experiência. Ver cada instrumentista e suas reações aos momentos do concerto, conseguir identificar os sons e saber quais as origens deles, descobrir a real importância de um maestro na condução de sua orquestra… são tantos detalhes, sensações e novidades que é impossível conseguir organizá-las e contá-las numa ordem lógica. Foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive na vida. E, também por isso, eu agradeço novamente a Caju por estar comigo ali. Sem ela certamente essa experiência não seria a mesma.

Então, se eu puder dar uma dica a vocês, eu diria: Vá a um concerto. Durante esse mês de julho ainda vão rolar alguns concertos dentro do Festival de Inverno, a OSESP se apresenta aos domingos DE GRAÇA na Sala São Paulo também… enfim, as opções estão perto e são de fácil acesso. Quando você sair de lá, lembre=se de organizar as sensações para depois me contar aqui. E como bônus, assista a essa apresentação da OSESP para ir entrando no clima. Fica no ar só até 8 de Agosto, então não reclame se sumir do site depois.

E obrigado de novo, Caju. Fazer parte do “seu mundo” está sendo uma ótima experiência! <3

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Postagem feita no dia 12 de julho de 2013 às 16:28 e arquivada na(s) categoria(s) Divagação. Você pode acompanhar os comentários usando RSS 2.0 .
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