Vi no gafanhoto um vídeo que continha os seguintes dizeres:

“207 pessoas resolveram parar o tempo numa estação de metro nos EUA.
Tínhamos que fazer coisas assim por aqui!”

Veja bem: isso não explica o vídeo, apesar de ser uma interpretação.

Depois de ver o vídeo e perceber que logo no início tinha alguém coordenando a ação, percebi que não era algo remoto. Óbvio, 207 pessoas não congelariam numa estação de trem a toa. E fui atrás para saber mais do que aquilo se tratava. Descobri o usuário do youtube “Improv Everywhere” que tinha cerca de 60 vídeos mostrando algumas “ações”.

A primeira que me chamou a atenção foi um fake-show do U2, em frente ao local onde seria o show original (Madson Square Garden), provavelmente mais tarde. A galera alugou equipamento, mobilizou sósias paramentados e subiu no alto do prédio em frente, fazendo crer que haveria ali um show do U2 gratuito e não programado, até onde entendi. A galera na frente ficaria encarregada de chamar a atenção dos demais que passassem, gritando o nome do Bono Vox, cantando as músicas e fazendo o estardalhaço todo. Lembrei de alguma coisa, parece que eu já havia visto isso em algum lugar. E continuei vendo outros vídeos de ações parecidas. Eles realmente não tem jeito. Ou têm jeito para isso, são bons nisso!

Uma outra ação que destaco, foi uma em que 80 “agentes” (denominação para quem participa das brincadeiras) entraram com roupas iguais as dos atendentes da Best Buy, e ficaram lá rodando pela loja. Até a polícia foi chamada ao local, mas não percebi nada que encrencasse os agentes.

Contente com o que havia visto, fui atrás do site do pessoal. Ele existe, e tem até um FAQ que explica o que é e porque existe. A evolução natural do flash mob tem fundamentos, tem pequenas regras, não tem fins lucrativos. É o que eles chamam de “pegadinhas do joão cleber“, que podem perfeitamente existir apenas para somar, e não para humilhar as pessoas na rua. “Você pode tirar bons momentos e lembrar daquilo para sempre“, dizem eles. E vendo os vídeos, você tem a nítida impressão que é bem por ai.

Um pré-requisito importante deve ser ressaltado: é preciso morar em Nova York, cidade onde acontecem os eventos. Isso era assim, antes. Mas com a grandeza da coisa, foram abertas outras possibilidades – incluindo o cadastro de agentes de outros lugares do mundo, para ações locais – e foi exatamente o que me abriu o precedente de pensar: quem toparia uma brindadeira desse quilate? Funcionaria em São Paulo? Imagina 100 pessoas, na Avenida Paulista, ocupando todos os orelhões por 40, 50 minutos? É o tipo de ação que a galera costuma fazer.

Vale a pena entender as ações e quem sabe até fazer parte de uma, num futuro próximo. Fica a dica: eu participaria, se caso ocorresse uma nas bandas daqui.

Mais sobre o que foi falado aqui, pode ser encontrado abaixo:
Improv Everywhere: http://improveverywhere.com/
FAQ / Improv Everywhere: http://improveverywhere.com/faq/
Youtube: http://www.youtube.com/user/ImprovEverywhere
Flash Mob: http://pt.wikipedia.org/wiki/Flash_mob

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Postagem feita no dia 27 de fevereiro de 2008 às 21:47 e arquivada na(s) categoria(s) Polêmica. Você pode acompanhar os comentários usando RSS 2.0 .
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2 Comentários ;) para “Improv Everywhere – A evolução dos flash mobs!”

  1. Cafeína on fevereiro 28th, 2008 at 0:53

    eu tb participaria, pena que a maioria destes movimentos tem a incomoda mania de ter políticos e interesses financeiros por tras

  2. Rafael R on março 10th, 2009 at 0:23

    @_sarna é a versão brazuca do improv everywhere, pelo que entendi http://tinyurl.com/bk6cfz

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