Numa ação ordinária e inédita, eu fiz o inevitável para alguém que gosta de discussões inteligentes: fui contra todas as opiniões, que em sua grande maioria se resumem a negar a nova funcionalidade do flickr com a possibilidade de compartilhar vídeos, e apoiei fielmente e com um argumento pouco louvável. Mas calma, isso não é um post patrocinado e o que eu fiz foi baseado única e exclusivamente no quesito “semear a discórdia”, que é uma bandeira levantada e liderada pelo Kid. Eu tinha plena convicção que seria ouvido e lido por milhares de pessoas por simplesmente postar uma opinião contrária, e com esses argumentos poderia defender facilmente o meu ponto de vista, usando psicologia reversa. Explicarei a seguir os detalhes desse estudo.

Tudo começou quando eu, num momento ocioso navegando pelo flickr, recebi um flickr-mail alertando para o mais novo grupo criado: We Say No To Videos On Flickr, que nada mais era que um grupo unido em prol da revogação dessa nova adição por parte do Flickr. Que as pessoas não aceitem vídeos é completamente compreensível, e eu mesmo já lutei contra a invasão miguxa do Flickr no ano passado. Concordo, foi uma ação isolada e pouco divulgada, mas estava daquela forma dando minha opinião para quem por ventura passasse por ali. Enfim, eu percebi ali uma chance de participar de forma ativa, levando as pessoas a refletirem sobre suas posições, pensarem em como poderia ser útil tal função, etc.. Só que fazer isso conversando via comentários com pessoas que você sequer conhece é complexo demais. Imagina eu sozinho mudando a cabeça de 22 mil pessoas (número atual de membros do grupo acima citado) via comentários apenas? Difícil né? Então achei que seria de bom tom usar o bom humor made in Brazil para resolver a parada. Começou então a campanha “Yes! Videos on Flickr“.

As informações a seguir são temporárias, pois continuarei usando minhas horas ociosas para continuar nesse grande embate frente as forças inimigas, agora chamadas de “a favor da campanha do não”. Então entendam que isso com certeza vai continuar a crescer, num nível sem precedentes, mostrando como é fácil irritar o próximo na internet apenas porque você tem uma opinião divergente da dele. E como, no fundo, ainda não criei uma opinião fundamentada sobre a nova funcionalidade, acho que isso pode me fazer decidir pelo sim ou não da batalha.

Número de visitas (até o momento): 354 views / 771 views (13/04)
Número de comentários: 55 comments / 103 comments (13/04)
Comentários ofensivos e/ou palavrões: 01 (e contando)
Comentários apenas com uma imagem mostrando um não: 12
Comentários favoráveis ao sim: 11
Convite para grupos que defendem os vídeos no flickr e querem que as fotos parem de ser publicadas: 1

Update:
Ofensas pessoais: 1
Atualizei os números de visitas e comentários depois da barra acima, em seus devidos lugares.

Isso mostra que, em se tratando de irritar as pessoas, tudo que você precisa fazer é discordar delas. Esse é um ponto interessante, porque em NENHUM dos comentários até agora eu li um argumento coerente, algo que me fizesse repensar a situação. As pessoas parece que estão brigando contra algo que nem elas mesmas sabem o que é, não conseguem discutir racionalmente e usar argumentos coerentes pra defender seus pontos de vistas. Nesse quesito, o que difere essas pessoas de miguxos sem conteúdo? O que as torna tão especial a ponto de reivindicarem algo, sem ao menos conseguirem explicar porque querem aquilo? Eu não sou quadrado, eu entendo que opiniões formadas podem mudar, e entendo que pontos de vista decidem opiniões. E se numa empreitada dessa, até o momento eu ainda não consegui nada viável e que possa ser acolhido como argumento certo, o que há de se fazer, se não dar risada e continuar até que me façam entender seu ponto de vista?

Até porque, discutir na internet sempre foi algo prazeroso e ofender as pessoas é bastante fácil. O problema é quando você opta por estar de um lado da guerra mas não tem sequer argumentos para defender a sua escolha. Concordo com o bordão que diz que “Em time que está vencendo, não se deve mexer!”, mas também concordo que as mudanças se fazem necessárias, quando agregamos valor a algo. E se você não conseguir desbancar essa minha tese, dificilmente eu votaria no não numa campanha como essa.

E você, o que acha?

Update: O Kid também gostou da brincadeira e está participando. Ponto pra ele que fala inglês fluente e, além de debater com alguns incomodados no meu flickr está partindo para uma ação própria também. Veja a imagem abaixo:

Update 2: Ijustine disse tudo, e você nem precisa de inglês fluente pra entender.

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Postagem feita no dia 10 de abril de 2008 às 19:16 e arquivada na(s) categoria(s) Bugs, Carros, Geral, Google. Você pode acompanhar os comentários usando RSS 2.0 .
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6 Comentários ;) para “Flickr Videos: O poder de uma idéia divergente!”

  1. fore on abril 10th, 2008 at 19:35

    Coisa de mixugo esses “protestos”, ninguém coloca um motivo transparente para estarem contra os vídeos. Quem não quer ver vídeo é só não ver.

  2. Kid on abril 10th, 2008 at 20:57

    Olha lá no meu flickr, rafa. Fiz uma imagem de contra-protesto pra agitar os gringos :D

  3. Kid on abril 10th, 2008 at 21:36

    Minha url tá errada aí ashuiahssjka :(

  4. Rafael R on abril 10th, 2008 at 21:40

    Corrigido já. A pressa é foda, faltou fechar as ” do link. :)

  5. Diego on abril 10th, 2008 at 23:20

    eu gosto de videos, principalmente os eróticos caseiros

  6. Cacau Calazans on abril 29th, 2008 at 17:33

    Cara, eu fiquei meio assim quando o Flickr disponibilizou essa ferramenta. Mas os usuarios do Flickr são espertinhos, vai sair muita coisa boa daí!

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