Archive for the ‘Publicidade’ Category

Repercutindo: “Eu sou uma prostituta, não faço por amor”

Posted on novembro 3rd, 2008 by Rafael R

Um dos lados bacanas de ter um blog é poder repercutir idéias. Você não precisa copiar na íntegra um post legal que tenha visto por ai, você pode convidar o seu leitor a consumir direto da fonte a informação. Outra coisa legal dos blogs é poder, além de repercutir, somar as suas próprias idéias a uma idéia inicial. Vou aproveitar para fazer o desabafo necessário, de repente surta até algum efeito por aqui. 

Peguemos aqui uma parte de um texto postado no Blog de Guerrilha, para ilustrar o primeiro ponto:

Aqui na agência cobramos para trabalhar. É óbvio? Nem tanto. Ainda existe cliente que exclama: o quê!? eu tenho que pagar para vocês desenvolverem um plano de guerrilha para o meu briefing?

Eu já vi e ouvi gente reclamando do retorno dos blogs. Monetização é importante para essas pessoas, é uma grande motivação, é um fator de empolgação para escrever. Afinal de contas, se você levou tempo, se dedicou e hoje tem um blog com uma média legal de visitas e comentários, porque não pode faturar em cima disso? Porque um post pago virou um tabu tão grande entre algumas pessoas? É feio você usar sua inteligência para ganhar dinheiro de alguma forma? Eu acho que não. 

Façamos um pouso agora no Papo de Homem, do brother Guilherme, pra ver uma passagem legal dali também:

A nossa postura clara em relação a artigos patrocinados é:
1. Entregar conteúdo.
2. Deixar transparente a relação com os patrocinadores, sempre que a mesma exista.
3. Se nós ganhamos, vocês também ganham, é a regra da casa.

Então podemos concluir que existem meios de tornar um blog atraente tanto para o patrocinador quanto para o leitor, nesse quesito. É feio isso? É ruim você poder ganhar dinheiro com algo que é seu, que você levou tempos para tornar o que é hoje, se dedicou tanto para dar uma identidade?

Vamos a terceira citação importante do dia, pescada diretamente no blog da Carol:

Se alguém vier falar que é publieditorial eu vou mandar enfiar o argumento no cu. Não é publieditorial, é presente. Moralistas, hipócritas e fofoqueiros, morram de inveja, estou me deliciando com sorvete enquanto vocês reclamam. Manés.

É fato que existem pessoas que reclamam do formato adotado pelos blogs. Publieditorial (post pago) é uma categoria que em muitas vezes foge completamente do assunto do blog, salvo algumas excessões. Comunicar aos leitores sobre determinada ação publicitária poderia (e deveria) ser uma missão simples, lúdica e acompanhando a temática do blog. O Guilherme resolveu isso. A carol ainda não, aparentemente. 

O que sugiro após tudo isso? Agências e empresas, se querem entrar no mundo dos blogs, façam o que pra mim hoje tem mais lógica: contrate o blogueiro, não o blog. Existem campanhas que comunicam com eficiência o público dos blogs, e são campanhas válidas. Mas uma forma bacana, moderna e diferente de investir nesse nicho é trazer o blogueiro para dentro da sua casa. Crie o cargo de “blogueiro” e torne alguém que conhece a ferramenta o seu porta-voz oficial na internet. Até porque, quem trabalha com o que gosta trabalha melhor e possivelmente rende um pouco mais. Para as agências, vale a mesma regra. De repente, trazer o blogueiro para vestir literalmente a camisa da marca/produto pode ser mais rentável que um post pago no meio de outros 200, no google reader daquele leitor. Usar o carisma / sarcasmo / humor de um blogueiro a seu favor pode não ter preço, mas fazer com que ele vista a camisa da empresa com todas as letras pode ser favorável.

Quem sou eu? Sou apenas um blogueiro, que gosta e ve muito potencial na ferramenta blog, procurando um lugar ao sol. Na mesma situação que eu me encontro, existem muitos outros com potencial para melhorar a imagem de algum produto/marca internet afora. E encararia a oportunidade de tocar um blog corporativo e/ou similar como um tremendo desafio para meu intelecto. Vestir a camisa de alguém, por dinheiro, nos vemos todos os dias alguém fazendo. De repente, chegou a hora de um blogueiro ocupar essa metáfora.

E você, acha que isso pode dar certo com você também?

Marketing Fail: Coca-Cola Zero suspensa no twitter!

Posted on agosto 24th, 2008 by Rafael R

Coca-Cola Zero - Twitter
Marketing Fail – Aprendendo lições valiosas no twitter

Um pequeno trabalho investigativo e uma ajuda do google indicaram algo que pra mim é novo, e creio que para alguns de vocês também. A primeira campanha de marketing, aparentemente legítima, que foi suspensa do twitter. O que por si só já abre o precedente para buscarmos novas falhas em campanhas usando a ferramenta de micro-blog mais quente dos útimos tempos. E explicarei com detalhes como cheguei a esse resultado nas linhas a seguir. Como parte da introdução, deixo um post meu antigo em que já tratava do assunto: em se tratando de novas ferramentas, sempre teremos erros e acertos até chegarmos a um meio termo em questão de usabilidade. E expondo alguns erros, espero contribuir para os acertos que cada um de vocês necessite em ações no twitter.  E nisso, apesar da minha aparente inexperiência no assunto, é algo que posso falar com conhecimento de causa. E isso explicarei mais pra frente.

1. A dúvida

Um tweet do @fugita levantou a questão. Nele, questionava se alguém já havia visto um perfil do twitter suspenso, indicando o @kmax como exemplo. Embora o login @kmax não esteja acessível, a dúvida se havia ou não perfis banidos no twitter ficou martelando minha cabeça. Afinal de contas, quem nunca se deparou com algum perfil o seguindo apenas com a missão de fazer um spam qualquer? Isso sem contar nas balelas baseadas no twitter, que usavam a ferramenta como redirecionador para a disseminação de virus e keyloggers, prontos para sequestrar suas senhas bancárias. Restava a mim fazer algo, eu precisava descobrir mais sobre isso.

2. A técnica de caçar informações

Usando o monitter (dica da @baunilha, por sinal), vi que @flaviosartori denunciava um novo perfil suspenso. Bingo, eu tinha o texto que aparece quando um perfil está banido e poderia então procurar por novas ocorrências usando o google mesmo. This account is currently suspended and is being investigated due to strange activity. O passo que seguiu vocês já podem imaginar.

3. Bum! Que perfil é esse?

A quantidade de fakes no twitter vem crescendo a cada dia, todos sabemos disso. Ao notar que entre os resultados, tinha um @cocazero aparecendo algo me deixou receoso. Então, me fiz algumas perguntas pensando em quem faria um fake com essas características. E creio que não existe motivo para ser um perfil fake. Uma rápida busca no google poderia ajudar nisso também. Qual era o conteúdo dos tweets, o que estaria sendo falado ali?

Coca-Cola Zero - Twitter

# Bio: Nos siga e saiba das promoções em primeira mão! “Sabor de Coca-Cola. Zero Açúcar”

Precisa de mais indícios?

Pra mim foi o suficiente. Embora não possa afirmar, creio que tudo indica que o perfil citado seja mesmo um perfil oficial. Provavelmente na ânsia de angariar seguidores, pode ter sido rodado algum tipo de robo (bot) para adicionar automaticamente seguidores naquele perfil. A equipe do twitter, que nos últimos tempos vem batalhando mais e mais em favor de um uso mais limpo de sua ferramenta, pode ter percebido a irregularidade e o suspendeu para averiguação. Um markting fail, genuíno. O lado bom é que certamente todo mundo que tem contato com a história aprende um pouco. O lado ruim é ver que uma ação no twitter falhou terrivelmente.

Fica a dica! ;)

O dia que o Brasigo baleiou!

Posted on agosto 19th, 2008 by Rafael R

Brasigo
Bom humor é fundamental.

Nunca tinha me acontecido antes. O Brasigo deu uma baleiada, mas voltou logo. Eu de você ia lá conhecer, caso ainda não saiba do que se trata. E recomendo mesmo com esse detalhe inesperado na imagem da baleiada:

Super Mouse
Seria o Super Mouse? (ahn? ahn?)

Aliás, fica até uma segunda dica: enviem uma página de erro melhor que essa pra eles. Ou crie uma pergunta sobre isso. o importante é participar! ;)

Goa Gil – O percussor da música eletrônica psicodélica!

Posted on agosto 5th, 2008 by Rafael R

Goa Gil - Anjuna Full Moon Party

Se você já foi ou vai sempre em raves e similares, imagina o que é uma festa com mais de 12 horas de duração. Se já foi a alguma discoteca/balada/night, sabe o que é uma festa com cerca de 6 horas de duração. Qualquer churrasco que se preze tem no mínimo 3 horas de música rolando non-stop. Agora, imagine um DJ que toca um set que dure de 18 a 24 horas sem parar? Dá pra imaginar o que é um festival com alguém assim no comando dos toca-discos? Lhes introduzo Goa Gil, o pai da música eletrônica psicodélica.

Goa GilGilbet Levey (a.k.a Goa Gil) nasceu em Sâo Francisco, no estado da Califórnia, em 1951. Em setembro de 1969 partiu para uma jornada na Índia. Ele que sempre foi músico passou a aprender yoga com gurus no himalaya. E então um dia teve a idéia de juntar música e yoga em algo que soasse novo e marcante. Ele pretendia realizar a renovação de rituais tribais para o século 21 usando as festas como um meio de elevar sua consciência, onde os participantes sentissem a experiência de dançar o trance e entrar em sintonia consigo mesmos por alguns momentos. Nascia ali o que conhecemos hoje como Trance Psicodélico e suas experiências mudaram para sempre o rumo de muitos jovens que sequer conhecem sua existência ainda hoje.

Existem formas mais lúdicas de conhecer os feitos de Goa Gil. Uma delas, e certamente se você optar por ela vai me encontrar, é ir à apresentação dele aqui em Sampa, em novembro. Uma festa com 700 pessoas e ele no palco com toda certeza tem tudo pra ser histórica. No youtube mesmo, deve haver mais coisas dele. Como meu computador está com problema de memória, fico devendo dicas de vídeos dele aqui. Outro jeito é ver a entrevista dele, ao Psyte. De qualquer forma, se você é parte daqueles poucos que só não ouvem música eletrônica durante o dia inteiro se tiver ido a uma festa dias antes (e estiver naqueles 3 dias de “desintoxicação eletrônica”, como costumo chamar) você deve prestigiar e reconhecer que o pai do Goa Trance efetivamente mudou sua vida.

Update: Achei um vídeo que pode ser o princípio de sua pesquisa sobre o mestre. Veja ai e tire suas conclusões:

Desde os princípio dos tempos, os homens usam a dança e a música para se ligarem a natureza e ao universo.  Nós estamos usando o Trance para iniciar a reação de consciência… Durante a “experiencia trance” (dançando e ouvindo), esperamos que algumas pessoas comecem a ficar mais sensíveis e conscientes de si próprios e das consequências do caminhar da humanidade, assim como das necessidades do planeta… E daí que vem o entendimento próprio e a compaixão. Essa é a necessidade agora, é o verdadeito estado GOA da mente.” – Goa Gil

A frase acima faz sentido pra você? Pra mim faz. E creio que, depois da conversa de ontem, deve fazer também para o Mr. Neuman, que tem opiniões próximas das minhas sobre o assunto. Afinal de contas, de que adianta frequentar uma festa sem entender os conceitos principais, sem entender o que você deve procurar ali? Usar das frases “eu vou porque diversão pra mim é estar com meus amigos!” ou “todo mundo vai, eu não vou ficar de fora!” certamente não será inteligente em se tratando de festas como essa. Pegações e “curtições com a galera” podem ser efetivadas em outros locais, talvez em micaretas. E olha que você não precisa ser um entendido em estilos eletrônicos pra saber disso. Tampouco precisa conhecer tudo que envolva o conceito. Mas acho importante saber o que é aquela festa, para não cometer gafes. Nem sempre estar na moda é o jeito certo de atuar. O que quero aqui hoje é educar, não julgar. Então atente-se para o que conseguir retirar de informações daqui e menos com oposições pessoais sobre os fatos.

De repente, já seja um bom começo essa leitura. Saber de onde surgiu a vertente mais destacada do trance no Brasil (Sim, coleguinha, o Psy surgiu de uma variação do Goa Trance!) e entender o fenômeno. A educação (no sentido do conhecimento) é a chave pra muitas coisas, e você procurando saber mais pode ter um diferencial para muita coisa na sua vida. Tente, ao menos.

Initial D - Racha - Velocidade sem limites

Todo brasileiro é apaixonado por carros, fato. Mas nem todo brasileiro é apaixonado por mangá. Gosto de pensar que não sou excessão total a essa regra, se não fosse um porém: um dia, sem mais nem menos, apareceu um tal de canal Animax na minha TV a cabo. Ok, isso não colaborou para que eu mudasse minha tese em absoluto, mas um comercial que eu vi rapidamente instigou a minha curiosidade, assim que coloquei no tal canal pra saber do que se tratava. O que era esse tal de Initial D que tinha um o Nissan Skyline GT-R R32 (pra quem não sabe, um dos meus top 10 – Carros dos sonhos) no comercial? E porque existia uma montanha como plano de fundo? O que era aquilo tudo? Eu precisava descobrir. E foi o que eu fiz.

Nota: Embora parece ingênuo, eu nunca fui de abaixar seriados na internet. Nem filmes. Aliás, eu nunca fui muito de usar a internet pra ir atrás de informações sobre isso, não tinha o costume. Eu sempre fui aquele cara que, quando ligava a TV, assistia o que estava passando. Sempre tive minhas séries e filmes favoritos, mas nunca me mexi muito atrás de mais informações. Até agora.

Eis que as 18hs, horário programado pro tal Initial D, eu ligo a TV. E vejo algo engraçado, um mangá realista sobre drift nas montanhas do Japão. Na época, um amigo meu estava lá e me contava diariamente sobre drift, montanhas, carros e emoções. Eu tava com o mote na cabeça, o mangá só serviu para aguça-lo mais ainda. O mangá trata de um jovem piloto, Takumi Fujiwara, que entrega tofu da loja do seu pai em diversos lugares. Seu pai, aos poucos, lhe ensinou algumas técnicas de drift e, sem que ele percebesse, virou alguém com muito potencial nas corridas. O desenrolar da coisa vai mostrando carros, montanhas, drift. Tem diversas histórias nas entrelinhas, tem muito detalhe que pode passar despercebido. Já deu pra sacar que o negócio tem potencial, né?

O lance é: to abaixando o filme agora. Sim, é um mangá, mas ele virou filme em 2005. Segundo o que li, faz mais sentido pra quem já assistiu a série e entende alguns aspectos, pois basicamente ele reune todos os epsódios anteriores em um longa. Então se você é fã de carros e corridas como eu sou, fica a dica. Depois que eu ver o filme eu vou voltar aqui pra contar minhas impressões. E o mais impressionante até agora é o título: como que foi de “Initial D” para “Racha – Velocidade sem limites“? Daquelas coisas que, se contar, ninguém entende. Eu conheci no mangá como Initial D e vai ser pra sempre assim.

Update: O brother Michael ajeitou o blog dele e atualizou, então você pode abaixar Initial D / Racha – Velocidade sem limites direto daqui.

Agradecimentos a Carol. que se empenhou pra me fazer procurar o filme, já que novamente eu ia deixar passar a oportunidade até alguém dizer “Pô, aluguei um DVD show, RACHA!”. Depois de mais de 1 ano, vo baixar esse pra ver o quanto antes.