Ano passado eu comecei a participar de uma brincadeira divertida, o Cartola FC. Nada mais é que um espaço na globo.com onde você pode brincar de ser um cartola de futebol. No começo do campeonato, é disponibilizado 100 cartoletas (moeda oficial do cartola) para que você monte seu time, podendo escolher entre qualquer um dos jogadores devidamente inscritos pelos times para o campeonato.
Na real, é muito mais simples você ir lá, se cadastrar e começar a fuçar pra entender melhor o funcionamento técnico da parada. Pra quem gosta de futebol e acompanha os resultados, é uma ótima brincadeira.
E agora o que importa: dentro do Cartola FC, você pode criar ligas privadas pra disputar junto com seus amigos um campeonato paralelo. As ligas oficiais oferecem prêmios aos melhores colocados, já nas ligas privadas, você tem a chance de dar uma zuada com a cara dos seus amigos, que certamente são piores que você nas escalações dos times. Assim sendo, foi criada a liga Blogs para que pudessemos centralizar as brincadeiras entre os blogueiros-cartolas. Existe ainda a chance de rolar até uma premiação mensal para os melhores colocados, dependendo do espírito de brincadeira dos blogueiros, a parada é de todos e todos poderão opinar nos termos que ditam a liga.
Você gosta de futebol? Acompanha os jogos do seu time e dos demais? Então seu lugar é aqui conosco. E independente do Corinthians não participar disso oficialmente (somente série A do Brasileirão), eu estarei lá mostrando que em termos de cartolagem, sou um dos melhores que você já viu.
Update: O Léozim do umtudo.comjá está brincando. Informe caso você também queira participar para podermos organizar a coisa direitinho. De repente, nos organizamos pra angariar prêmios mais bacanas pros campeões ou outras idéias podem surgir. Participe!
Numa ação ordinária e inédita, eu fiz o inevitável para alguém que gosta de discussões inteligentes: fui contra todas as opiniões, que em sua grande maioria se resumem a negar a nova funcionalidade do flickr com a possibilidade de compartilhar vídeos, e apoiei fielmente e com um argumento pouco louvável. Mas calma, isso não é um post patrocinado e o que eu fiz foi baseado única e exclusivamente no quesito “semear a discórdia”, que é uma bandeira levantada e liderada pelo Kid. Eu tinha plena convicção que seria ouvido e lido por milhares de pessoas por simplesmente postar uma opinião contrária, e com esses argumentos poderia defender facilmente o meu ponto de vista, usando psicologia reversa. Explicarei a seguir os detalhes desse estudo.
Tudo começou quando eu, num momento ocioso navegando pelo flickr, recebi um flickr-mail alertando para o mais novo grupo criado: We Say No To Videos On Flickr, que nada mais era que um grupo unido em prol da revogação dessa nova adição por parte do Flickr. Que as pessoas não aceitem vídeos é completamente compreensível, e eu mesmo já lutei contra a invasão miguxa do Flickr no ano passado. Concordo, foi uma ação isolada e pouco divulgada, mas estava daquela forma dando minha opinião para quem por ventura passasse por ali. Enfim, eu percebi ali uma chance de participar de forma ativa, levando as pessoas a refletirem sobre suas posições, pensarem em como poderia ser útil tal função, etc.. Só que fazer isso conversando via comentários com pessoas que você sequer conhece é complexo demais. Imagina eu sozinho mudando a cabeça de 22 mil pessoas (número atual de membros do grupo acima citado) via comentários apenas? Difícil né? Então achei que seria de bom tom usar o bom humor made in Brazil para resolver a parada. Começou então a campanha “Yes! Videos on Flickr“.
As informações a seguir são temporárias, pois continuarei usando minhas horas ociosas para continuar nesse grande embate frente as forças inimigas, agora chamadas de “a favor da campanha do não”. Então entendam que isso com certeza vai continuar a crescer, num nível sem precedentes, mostrando como é fácil irritar o próximo na internet apenas porque você tem uma opinião divergente da dele. E como, no fundo, ainda não criei uma opinião fundamentada sobre a nova funcionalidade, acho que isso pode me fazer decidir pelo sim ou não da batalha.
Número de visitas (até o momento): 354 views / 771 views (13/04)
Número de comentários: 55 comments / 103 comments (13/04)
Comentários ofensivos e/ou palavrões: 01 (e contando)
Comentários apenas com uma imagem mostrando um não: 12
Comentários favoráveis ao sim: 11
Convite para grupos que defendem os vídeos no flickr e querem que as fotos parem de ser publicadas: 1
Update:
Ofensas pessoais: 1
Atualizei os números de visitas e comentários depois da barra acima, em seus devidos lugares.
Isso mostra que, em se tratando de irritar as pessoas, tudo que você precisa fazer é discordar delas. Esse é um ponto interessante, porque em NENHUM dos comentários até agora eu li um argumento coerente, algo que me fizesse repensar a situação. As pessoas parece que estão brigando contra algo que nem elas mesmas sabem o que é, não conseguem discutir racionalmente e usar argumentos coerentes pra defender seus pontos de vistas. Nesse quesito, o que difere essas pessoas de miguxos sem conteúdo? O que as torna tão especial a ponto de reivindicarem algo, sem ao menos conseguirem explicar porque querem aquilo? Eu não sou quadrado, eu entendo que opiniões formadas podem mudar, e entendo que pontos de vista decidem opiniões. E se numa empreitada dessa, até o momento eu ainda não consegui nada viável e que possa ser acolhido como argumento certo, o que há de se fazer, se não dar risada e continuar até que me façam entender seu ponto de vista?
Até porque, discutir na internet sempre foi algo prazeroso e ofender as pessoas é bastante fácil. O problema é quando você opta por estar de um lado da guerra mas não tem sequer argumentos para defender a sua escolha. Concordo com o bordão que diz que “Em time que está vencendo, não se deve mexer!”, mas também concordo que as mudanças se fazem necessárias, quando agregamos valor a algo. E se você não conseguir desbancar essa minha tese, dificilmente eu votaria no não numa campanha como essa.
E você, o que acha?
—
Update: O Kid também gostou da brincadeira e está participando. Ponto pra ele que fala inglês fluente e, além de debater com alguns incomodados no meu flickr está partindo para uma ação própria também. Veja a imagem abaixo:
Update 2: Ijustine disse tudo, e você nem precisa de inglês fluente pra entender.
Primeiro, uma confissão: eu assisto muitos seriados na Sony e na WB tv.
Fato.
Scrubs, Two and a half man, Seinfeld, 30 Rock e outros estão entre aqueles que eu vejo toda a semana. Posso incluir ainda American Chopper e Miami INK nessa lista. Mas isso é menos importante, o legal é ver como é trabalho isso nos tempos de web.
Antigamente, um seriado teria algum grau de interação, mas não muito. Não havia canais para isso. Hoje em dia, isso mudou. Assisti a instantes um epsódio de Two and a Half Man interessante. A personagem Charlie Harper (Charlie Sheen) enquanto conversava com seu irmão Alan Harper (Jon Cryer) e o filho dele Jake (Angus T. Jones) falaram de uma pesquisa no google. Quando procurava por “Charlie Harper”, retornava como primeiro resultado um website chamado “Charlie Harper Sucks” (traduzido como Charlie Harper “insira um adjetivo negativo aqui que eu não lembro agora”) e basicamente era feito por algumas das mulheres com as quais Charlie se envolvia, sempre com seu espírito pegador-sem-compromisso. Na curiosidade, e com o notebook no colo, eu fui no google e procurei por Charlie Harper.
Já consegue adivinhar o resultado né?
A Warner Brothers saiu na frente e colocou de alguma maneira o website Charlie Harper Sucks em primeiro resultado na pesquisa. Creio que uma série de links, algo semelhante a um google-bomb, o deixou a frente de outros resultados. Até ai, nada demais, certo? Mas é uma estratégia diferente, mostra a preocupação da produção de te-lo feito e mostra que sim, pessoas curiosas repetem o que vêem nos seriados apresentados por eles. Achei até um post num blog gringo falando sobre o caso, com data de 11 de setembro de 2006.