Archive for the ‘Divagação’ Category

Meu primeiro concerto de música clássica na Sala São Paulo

Posted on julho 12th, 2013 by Rafael R

Então estava lá, junto com a Caju, sentado na Sala São Paulo. E a Orquestra estava pronta para tocar!

Orquestra do Festival de Inverno na Sala São Paulo

Mas tem toda uma história antes e depois que precisa ser contada. Eu nunca na vida me imaginei assistindo um concerto de música clássica na vida. É aquele tipo de coisa que você acredita estar completamente distante da sua realidade. E é até engraçado saber que, da mesma forma que muitos de vocês, eu estava mais perto disso do que de qualquer outra coisa.

Nasci e cresci em Sampa. Minhas opções de lazer sempre estiveram ligadas a ficar na rua, comer algo gorduroso ou curtir um dia num parque distante de casa, como o Ibirapuera, onde eu ia de bicicleta por um tempo e depois passei a ir pra andar de patins. Cinema também não era algo constante, mas rolava. E claro, o famoso boliche do Shopping Center Norte, que era o mais próximo de algo “cool” que eu tinha. Tudo isso só pra dizer que não, eu nunca estive próximo de nada que remeta a música clássica. Não só isso, eu também repelia completamente o estímulo de que um dia pudesse vir a assistir, gostar e recomendar isso a alguém. Mas as coisas realmente mudam.

Minha namorada, pelo contrário, sempre esteve próxima disso. Então foi fácil eu decidir por retirar os ingressos na bilheteria da Sala São Paulo (sim, são de graça, só precisa vir retirar) para assistir a um concerto dentro do Festival de Inverno de Campos do Jordão. De graça, no final de tarde de um domingo, não poderia ser ruim. Só que essa pequena expectativa deu lugar a um deslumbramento incrível.

Você não entende bem o que é fazer parte do público de um concerto até estar nele. Por sorte, tem gente que já está acostumada e acaba te levando ao ponto certo onde devemos aplaudir, ficar em silêncio absoluto somente contemplando e levantar para ir embora. Mas essa parte é menor dentro da emoção que é estar ali.

NÃO EXISTEM PALAVRAS PARA DESCREVER. Desculpe, mas eu realmente não consigo dizer o que foi aquela experiência. Ver cada instrumentista e suas reações aos momentos do concerto, conseguir identificar os sons e saber quais as origens deles, descobrir a real importância de um maestro na condução de sua orquestra… são tantos detalhes, sensações e novidades que é impossível conseguir organizá-las e contá-las numa ordem lógica. Foi uma das experiências mais incríveis que eu já tive na vida. E, também por isso, eu agradeço novamente a Caju por estar comigo ali. Sem ela certamente essa experiência não seria a mesma.

Então, se eu puder dar uma dica a vocês, eu diria: Vá a um concerto. Durante esse mês de julho ainda vão rolar alguns concertos dentro do Festival de Inverno, a OSESP se apresenta aos domingos DE GRAÇA na Sala São Paulo também… enfim, as opções estão perto e são de fácil acesso. Quando você sair de lá, lembre=se de organizar as sensações para depois me contar aqui. E como bônus, assista a essa apresentação da OSESP para ir entrando no clima. Fica no ar só até 8 de Agosto, então não reclame se sumir do site depois.

E obrigado de novo, Caju. Fazer parte do “seu mundo” está sendo uma ótima experiência! <3

Antes de abrir oficialmente a nova loja, a River Poker Style acabou deixando escapar em uma foto postada de forma equivocada no Instagram da própria marca uma grande novidade: Roupas para cães e gatos estariam nos planos para um futuro próximo.

Durante um ensaio com participação da Lizi Benites, o jogador Caio Pessagno acabou deixando a mostra uma caixa onde aparece uma centena de roupas para animais de estimação e a mascote do QG – A Pretinha, que já apareceu em diversas fotos do jogador – está usando um dos modelos da marca.

Pretinha river poker sytle

Ao ser questionado sobre a situação, Caio saiu pela tangente. “É uma hipótese. Já pensamos em dar um pouco mais de estilo aos nossos animais de estimação. Dizem que eles se parecem com seus donos e acreditamos que entre nossos amigos consumidores estão alguns que achariam atraente algo assim”, disse. E completou: “Quem sabe nos próximos dias, junto com o lançamento da nossa nova loja virtual, as coisas não possam ir por esse lado”.

Agora fica a dúvida: Será que vem novidade mesmo por aí? Teremos que aguardar para ver.

É tudo uma questão de sintonia…

Posted on Março 21st, 2013 by Rafael R

As vezes parece que tudo começa a dar errado na vida…

Todos já enfrentamos isso em algum momento. Os poucos que ainda não enfrentaram certamente ainda vão atravessar por uma fase onde as coisas parecem não se encaixar. Uns chamam de inferno astral, outros não param para pensar nisso, mas todos nós conhecemos direta ou indiretamente o fenômeno.

Você já parou para pensar que essa angústia toda pode ter sido gerada por você? Já parou pra pensar que nem tudo o que acontece de ruim se trata da vida sendo injusta? Talvez não, já que ninguém dá muito valor para os momentos tristes e angustiantes. Mas eu estou começando a acreditar que cada um desses momentos tem uma função boa em nossas vidas. Sabe como é olhar o lado bom de todas as coisas? Então, é assim que começamos a aceitar que a tristeza tem lados bons para nós, também.

Pare de colocar a culpa da sua infelicidade no outro. Pare de achar que a vida conspira única e exclusivamente contra você e suas prioridades. Pare de achar que só você tem problemas e que eles são grande coisa. Claro que, nesse último, os nossos problemas são sim os maiores do mundo, ao menos do nosso mundo. E esse negócio bobo de “ainnn, mas veja a vida de tal pessoa, ela sim tem problemas de verdade” não existe dentro do seu mundo. Nele, os seus problemas são grandes e é com eles que você deve se preocupar.

O outro sofre mais que a gente? Talvez. Mas e quem pode nos ajudar com nossos próprios problemas? Somente nós mesmos.

Com o passar do tempo, cada um de nós consegue uma forma de driblar e as vezes vencer os problemas que a vida trás. Seja fugindo de um lugar, seja fugindo do problema por alguns tempos, seja enfrentando tudo de frente e tomando porrada até quase perder de knockout. A vida é dura para todo mundo, meu chapa, só te resta ter garra e correr atrás.

Sabe o que você poderia fazer ao invés de ficar reclamando dos problemas? Sabe o que você poderia fazer para cessar os problemas e começar uma nova fase na vida? Pois é essa a resposta que você deve buscar. Como resolver, como mudar, como fazer… e só você pode fazer isso. Chega de culpar os demais, chega de achar que está tudo errado porque você não merece. É você quem tem que dar a cara a tapa para solucionar e vencer. E só você pode fazê-lo.

Uns chamam de inferno astral. Outros nomes também podem ser usados. Eu chamo de estar fora de sintonia. Sintonize-se ao seu mundo, as suas coisas e as suas metas e sonhos… acho que é o primeiro passo. A sintonia que você sente com o que precisa para fazer algo. E se tudo der errado, você ainda vai ter a chance de tentar novamente, depois. Garra para vencer, força para lutar. E corre atrás, que isso só depende de você!

Minha consciência para o assunto despertou muito tempo atrás, naquela fase que muitos passam na vida onde têm seu primeiro contato com qualquer tipo de droga. Passou o tempo e eu, curioso como sempre, fui atrás de saber um pouco mais sobre cada tipo de droga. Felizmente, vivemos num mundo onde documentários sobre os mais diversos tipos estão a disposição – completos, dublados e/ou legendados – no Youtube. Então fica fácil conseguir se informar antes de se posicionar contra ou a favor do que seja.

Entre os muitos documentários que eu já vi por lá, eu destaco um: A história das drogas, do History Channel. Ele é completo e mostra o uso das drogas desde o seu início, falando sobre civilizações antigas, histórias com suas divindades e a droga na cultura dos povos.

Eu tenho agora uma opinião mais completa sobre o assunto. Drogas não podem e não devem ser tratadas como o fim, pois elas são o meio. Quando usada sem conhecimento, por diversão ou de forma inconsequente ela tem fins desastrosos e existem muitas histórias – inclusive algumas próximas de nós – que mostram o que acontece quando você não toma cuidado com esse tipo de substância.

Mas por outro lado, me parece que faltam avançar no campo dos estudos sobre essas substâncias. O uso da maconha medicinal no tratamento da ansiedade, o uso do LSD no tratamento do câncer (um texto que eu mesmo escrevi, por sinal) e outros tipos de estudos que, pouco a pouco, vão pipocando na mídia.

Eu não acho que o uso de drogas de forma recreativa seja algo pelo qual eu devo brigar. Nem quero entrar nesse mérito aqui. Acho que esse tipo de substância pode ter um uso positivo na saúde e na vida das pessoas e é isso o que eu defendo, hoje. O uso recreativo pode ser estudado também, claro. Mas essa é uma batalha que eu não tenho certeza se pretendo participar nesse primeiro momento.

Meu ponto é: qual a diferença do álcool, que faz o pai de família voltar para casa e dar uma surra na mulher e nos filhos da maconha ou da cocaína, que em alguns casos provoca apenas males (?) a quem a utiliza? Por que um pode ser vendido no mercado e os outros não? Em todos os casos temos boas histórias e histórias com finais tristes. Existem leis contra o álcool e a direção – que agora inclui o uso de drogas, felizmente – e tudo isso precisa ser estudado a fundo. Mais do que soluções imediatistas, precisamos entender muito melhor e então podermos definir o que é cabível e o que não pode ser considerado legal.

Conheço casos de pessoas que usam drogas e mantêm suas vidas normais. Não causam males diretos a ninguém, são produtivas e trabalhadoras, fazem e cumprem com todos os seus deveres e, no final, são felizes assim. Isso inclui o álcool, o LSD, a maconha e outros tipos. As tragédias e os caminhos que elas percorrem até chegar aqui existem, mas de quem é a culpa? Se o governo ou as corporações responsáveis pela segurança garantissem uma distribuição parecida com a que ocorre com o álcool, por exemplo, e cuidassem desse setor é possível que os que hoje são responsáveis pela distribuição tivessem que sair do campo da criminalidade e, com isso, acabar com uma cadeia de eventos ruins.

Eu tenho uma certeza nesse assunto: Do jeito que está não dá, está ruim e só prejudica a sociedade como um todo assim como cada indivíduo que, por escolha própria, está no meio dessa ‘viagem’. O tratamento de pessoas viciadas, por exemplo, precisa evoluir muito. A educação, que deveria vir de casa, tem que evoluir muito para que possamos realmente debater esse tema. Não adianta somente quem usar conseguir enxergar um caminho diferente na nossa realidade, a sociedade como um todo precisa ser convencida de que é importante estudar novos rumos para tudo que acontece nesse caminho. O governo, a policia e todos os cidadãos precisam enxergar pela mesma ótica a coisa.

Estudar é o caminho. Não adianta mais traçar e por em prática medidas paliativas. Precisamos e urgente é de soluções para todo esse mal. Do contrário, as drogas continuarão existindo como sempre existiram. As pessoas continuarão consumindo como sempre consumiram. E as tragédias, cada dia mais evidentes, continuarão a ser uma parte triste da nossa realidade. Educar e entender é preciso. Façamos isso, hoje.

E você, tem alguma opinião sobre isso?

Carnaval: És tu, Brasil. Ó pátria amada!

Posted on Fevereiro 8th, 2013 by Rafael R

#partiu

Em todos os cantos do país o que se vê são pessoas combinando como e onde passarão os próximos 4 dias de festa e 1 de ressaca. Praia, sítio ou nas avenidas do samba, todos pretendem esquecer por algumas noites seus nomes, largarão sua dignidade ao passarem por alguma porta ou esquina e trarão após essa maratona histórias para contar. Nem sempre boas, mas trarão todos.

O país que registra 40 milhões de ligações para votar quem fica ou sai do BBB mal consegue atingir 1 milhão de assinaturas para tirar do cargo um mal falado Renan Calheiros, que envergonha a todos que têm um pouco mais de paciência para discutir ou entender política. O país que vai registrar mais de 40 pontos de ibope no dia dos desfiles das escolas de Samba das duas principais cidades do país não consegue sequer ter mais de 1 ponto, se estivermos de olho nas transmissões do senado e câmara de Brasília.

“Mas poxa, vai bancar o chato e falar de política na sexta-feira de carnaval?”, alguns devem pensar. E de olho nesses estão políticos corruptos, prontos para aprovar um novo aumento de salário em causa própria ou elaborar o próximo esquema oportuno para encher o próprio bolso com verba pública. O palhaço, eleito com votos de verdade, já mostra sinais de que quer desistir. Sente falta das palhaçadas mais simples, ganhar dinheiro com seus shows e sabe-se lá por quais outras razões.

Mas hey, é carnaval! Desista desse baixo-astral e vem conosco tomar vodka aqui na piscina.

Eu gosto do carnaval. Eu gosto de ver os desfiles na televisão, acompanhei por algum tempo ensaios na quadra dos Gaviões da Fiel, nunca fui num carnaval da Bahia e nem pretendo – mas calma, sou só eu e meu pânico por multidões falando aqui – e sei que temos a sorte de possuir diversidade suficiente para que todos se encantem, cada um ao seu modo. Festas de música eletrônica, marchinhas, sambas-enredo e todo tipo de poluição sonora que está disponível 24/7 nas ruas e casas do país. Eu realmente gosto de saber que existem diversas opções para todos e cada um tem direito de escolher a sua.

Também sei que cada um pode e deve escolher suas próprias batalhas. Não dá para estarmos em guerra o tempo todo contra tudo e todos que estão errados. Cada um faz sua parte, cada um faz um pouquinho. “Seja a mudança que você quer ver no mundo”, certo?

Mas num mundo tão errado e com tantas coisas estranhas passando por normais, seja na tela do Datena que diz preferir esconder o sangue na hora do “ao vivo” seja por histórias compartilhadas no Facebook, onde fundos de verdade podem sim ser encontrados, eu só queria que as pessoas tivessem mais consciência de suas vidas. Queria mesmo que cada um conseguisse discernir entre o bom e o ruim.

Falta ao mundo empatia, sabe. Aquele sentimento que te faz se por no lugar do outro e tentar entender suas motivações, desejos e sonhos. Seria legal se as pessoas pudessem ter mais consciência disso.

Mas esse aqui não é um abaixo-assinado popular que pode ou não dar em alguma coisa. Esse não é o inimigo de todos na casa mais vigiada do Brasil e que precisa do seu voto para sair ou ficar, continuando assim sua série de supostos jogos e conchavos. Não sou o viral bem produzido do garoto que quer ver o Sean Penn. Sou só alguém que, num momento de empatia, tenta se colocar no lugar de muitos outros país afora e que sente a profunda necessidade de ver as coisas mudarem para melhor. E logo.

Escuto uma buzina lá fora. Parece que o carnaval já começou, ao menos aqui na minha rua. Melhor deixar para pensar em coisas sérias na quinta-feira, já que a quarta-feira de cinzas é o dia sagrado de curar a ressaca e curtir, quem sabe, um último dia de folia. Vamos lá, esquecer da vida por uns dias e ser felizes com o que tivermos. É o que temos que fazer, agora.