Tudo começou quando eu era jovem ainda. Sempre andei com o pessoal mais velho que eu. As conversas, naturalmente, eram diferentes das que eu tinha no colégio. Em um determinado dia, me chamaram pra experimentar algo novo. Eu já tinha ouvido falar sobre aquilo, mas nada na minha vida havia me preparado para isso até aquele momento. Era empolgante, as pessoas riam muito, você precisava comer bastante após fazer aquilo. As mudanças na mente era inevitáveis, você ficava empolgado. Não demorou mais do que 1 semana para que eu quisesse de novo. E assim foi, após uma semana eu experimentei de novo. Depois de 1 semana, mais uma vez. E assim foi indo, até quando a coisa parou de surtir o efeito daquelas primeiras vezes, aquela mágica. Eu já estava viciado, mas só saberia muito tempo depois, após ler um pouco mais sobre o fenômero em diversos sites e blogs. Mas não importava, eu precisava de coisas mais fortes. Eu precisava experimentar coisas novas. E foi assim que aconteceu. Mas obviamente, não sem antes repetir a rotina daquele primeiro dia, onde tudo começou. Foram anos e anos vivendo aquele novo-MUNDO. As vezes a euforia aparecia, as vezes batia uma bad trip, mas nunca abandonei aquela vida.
Foi mais ou menos nessa época que eu mudei pra Balneário Camboriú. Depois de muitas reprises, de muita rotina. E foi exatamente lá que eu descobri coisas novas. Quando recebi o convite pra conhecer algo mais pesado, não hesitei. Eu não tinha tantos parâmetros para julgar, então aquela coisa nova me deu uma euforia diferente. Eu não podia mais controlar meus braços e pernas, não podia negar a força daquele estímulo. Definitivamente, eu estava viciado e precisava de mais. E para quem não conhece a região, Balneário Camboriú é definitivamente o lugar para quem gosta da coisa. São inúmeras opções, como eu fui descobrindo depois de um tempo, são coisas que você nunca viu em lugar nenhum, ou sequer sabia para poder experimentar. E a cada dia eu queria mais, eu queria coisas novas, eu queria novos estímulos.
Lembro-me bem de uma vez que eu estava numa festa pra 2000 ou 3000 pessoas. Foi quando pela primeira vez na vida eu vi ET’s. E confesso, eu já não sabia se aquilo era coisa da minha mente ou eu estava realmente enxergando aquilo. Era bizarro, era amedrontador, era… fantástico. Na verdade, não fora a primeira vez que vi coisas intrigantes na vida, eu já vi um concerto similar ao de chopin ou mozart sem estar no mínimo perto de algum grande teatro. E tempos atrás eu descobri o lado mais obscuro dessa parada. E cheguei a uma conclusão intrigante: eu não preciso de ajuda.
Senhores, eu sou viciado em música eletrônica e a consumo diariamente, seja em casa, no carro, no buteco com os amigos ou em qualquer outro lugar que possa existir a mínima possibilidade. Eu já convivi na caixa direita, na esquerda, já sai de lá para o final da festa e hoje convivo pacificamente nos arredores da mesma. E espero que assim seja por muito tempo, pois acredito ter bastante tempo para vivenciar isso ainda.
Que Deus nos ajude.






|
[...] não sou tão fã do estilo, mas tem horas que cai bem. Eu já confessei por aqui que ouço música eletrônica 24hs por dia, então variar além de importante aqui comigo se faz [...]