Enfim, chegamos ao fim. Esse post vem 1 dia atrasado, devido a depressão pós-BSOP, mas é necessário encerrar essa jornada da forma que eu comecei: Com relatos diretos e simples. Fazer parte disso ativamente me deu a chance de conhecer, admirar e gostar ainda mais de estar nesse meio novo e com muito potencial no Brasil. E espero poder ajudar de alguma forma a fazer isso crescer ainda mais nos próximos anos.

BSOP Million
Stacks gigantes: Dia de definição

O Chileno Amos Ben venceu o High Rollers, torneio mais caro dessa edição. Foram 12 horas de disputa até o campeão ser conhecido. Já no Last Chance, uma surpresa bacana: Marino Sbrissa foi campeão. Se hoje eu gosto de poker, eu tenho que agradecer em primeiro lugar ao Armando, filho do campeão. Foi ele quem me mostrou o jogo e me incentivou a joga-lo, a pouco mais de 2 anos. E foi a partir disso que eu me envolvi com tudo isso. Sem dúvidas, é uma família do poker e que a cada dia está cravando ainda mais seu lugar nesse cenário.

BSOP Million
Victor Sbrissa, Marino Sbrissa e Armando Sbrissa: Poker em família

Agora, o evento principal. Antes de chegarmos a final, já tivemos a primeira grande notícia: Toddasso era o novo campeão Brasileiro de poker. O ranking leva em consideração pontos em todos os eventos de todas as etapas e somente uma combinação de resultados conseguiria tirar o título dele. Como não houveram surpresas, o cara ganhou um carro zero e o já tradicional bracelete. Tive a oportunidade de conhecê-lo e sei que o título está realmente em boas mãos.

Então, a mesa final. Com direito a uma torcida bem barulhenta, as disputas começaram na terça-feira. A cada mão decisiva a torcida se manifestava aos gritos e estava bacana de ver. Uma arquibancada montada para abrigar esses torcedores tinha sido montada horas antes e a festa foi marcante. Ricardo Tavares acabou se tornando o campeão do BSOP Million, maior torneio de poker já realizado no Brasil – e um dos maiores do mundo.

BSOP Million
Break: Hora da turma jogar o Open-face Chinese Poker nos bastidores

Uma das coisas que eu descobri é a cumplicidade entre a imprensa e os jogadores. Dois amigos argentinos apoiavam os profissionais do PokerStars Team Pro enquanto eles estavam no jogo, assim como a turma Brasileira tinha um bom relacionamento com os jogadores daqui. E entre eles mesmo o clima é ótimo, cada um faz seu trabalho mas tudo funciona como uma turma de amigos, mesmo. Nos breaks, o pokerzim dos justos era disputado onde houvesse um espaço.

Para mim foi uma honra estar ao lado tanto de ídolos antigos como os novos, além de conhecer e conviver com esse pessoal todo. Foi a primeira vez que pude ficar 12h por dia durante 7 dias dentro de um torneio de poker. E tive ali a certeza de que o ambiente é tão descontraído e divertido que quase não dá pra considerar como trabalho duro, apesar de saber que a intensa correria durante todos os dias rolou e foi desgastante. Foi um prazer fazer parte dessa festa toda, sem dúvidas.

E que venha 2013, com mais uma temporada do BSOP!

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Postagem feita no dia 13 de dezembro de 2012 às 9:52 e arquivada na(s) categoria(s) poker. Você pode acompanhar os comentários usando RSS 2.0 .
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