Pra iniciar a conversa, tenho que concordar: a Campus Party supera as expectativas de diversas formas, tanto positivas quanto negativas. As surpresas, as conversas, as situações e tudo o que vem acontecendo tem ao mesmo tempo um quê de surrealismo com realidade pura e crua. Sentar na mesa com blogueiros que você, até então, conhecia apenas via internet através de palavras em seus blogs, é algo que qualquer um pode e deveria experimentar. Estabelecer contatos, fazer sugestões, receber críticas, tudo isso ao vivo tem um valor diferente, você percebe a intenção claramente de quem está falando com você, é facilmente perceptível quando você olha nos olhos. Tenho que confessar que fiquei bastante entusiasmado com a primeira etapa da minha participação na #cparty, até então.

Ainda não é hora de entrar em todos os detalhes do que eu vi, fiz e deixei de fazer, mas isso será falado em breve, assim que cessarem as atividades na Bienal do Ibirapuera. O que vêm a seguir são tópicos auto-explicativos sobre coisas que estão marcadas e que podem ser desenvolvidas mais a fundo num futuro próximo. Tenho que registrar coisas para que tenha a cobrança natural de atualizar assim que possível.

1. Fila da entrada: Quando chegamos, assim como muitos outros, tive problema com a minha credencial. Fomos encaminhados gentilmente à mesa da coordenação, para que pudessemos acelerar o processo de elaboração da minha credencial, ao invés de entrar na fila que duraria no mínimo 2 horas de espera longa. Sucesso na primeira empreitada!

2. Primeiro momento: Ainda tinha pouca gente na segunda-feira, por volta das 19hs. Era o horário ideal para desbravar as novas terras e descobrir onde fincaríamos nossas bases. A idéia do campeonato já tinha nascido antes, então entre outras coisas, precisávamos ver a possibilidade real de tal evento indoor. Além, claro, de separar o nosso cantinho no terceiro piso, cuidadosamente escolhendo o canto que parecia mais escuro, cheios de segundas intenções.

3. Primeiros contatos: Sempre tem algum conhecido, que você já viu em algum lugar, ou conhece o blog, ou já viu no twitter, ou algo do tipo. Fomos em busca daqueles que já tinhamos contato. Falando no plural, porque participaram comigo desde o primeiro momento o Vinicius K-max, além do Diego Fávero. Marimoon, Mr Manson, Lalai e outros foram os primeiros contatos, para em seguida continuarmos a conhecer o pessoal simpático do BarCamp.

4. O campeonato: Como é de praxe, gostamos de algumas coisas um tanto quanto anormais. A idéia do campeonato parecia subversiva o suficiente para no mínimo tentarmos. Com o roteador em mãos, decidimos que o wireless era o caminho a seguir. Criar a nossa rede particular daria uma particularidade bastante prática no quesito de ligar os jogadores, embora todos têm direito a uma ponta do cabo de rede com o link de 5mb. A hora era de viabilizar os contatos necessários e correr atrás dos detalhes. Isso será explicado mais pra frente, também.

5. As barracas: Como tinhamos direito as barracas, fomos em busca delas. Confesso que, depois da noite de terça-feira, tive dores fortes na coluna devido ao piso pouco propício para atividades como dormir deitado ou escorregar querendo. Mas quando o cansaço é maior que a comodidade, o que há de se fazer se não se entreter com aquele som de nerds mexendo nos computadores enquanto o sono te pega? O calor do dia mais quente do ano (quarta-feira) não ajudou muito a hora de acordar, e tive que me recolher ao conforto do meu lar para divagar sobre os cuidados que deveria tomar nos próximos dias. Mas como experiência, valeu.

6. O BarCamp: É incrível o clima tranquilo em meio ao caos. Quando se sugere “reuniões sem pautas definidas, sem participantes definidos”, você fica com aquela cisma – “E vai funcionar?” – e descobre que SIM, funciona e funciona bem. O lado negativo disso é que o ambiente, todo aberto, absorve todos os barulhos das demais palestras e das pessoas que participam. Deve ser resolvido, com sugestões de todos, dissolvendo o grupo em grupos menores que debaterão temas de interesse pessoal. A fórmula usando a liberdade é algo que me pareceu sensato e que foi comprovado que funciona. Ainda tenho debates e mini-palestras a participar, nesse quesito.

7. A noite no Campus Party: Aquele horário em que as pessoas já cansaram de ser sérias e querem apenas se divertir e interagir, sabe qual é? Existe aqui também. Eu particularmente fiquei próximo do grupo de blogueiros, que sentaram-se na área destinada ao BarCamp, e acho que a escolha foi perfeita. O nível das conversas é baixo, com surtos de seriedade, mas no geral você realmente se diverte com o pessoal. Conversar no MSN com pessoas que estão duas mesas depois da sua é corriqueiro, embora pareça bizarro, e você pode a qualquer momento apenas levantar e puxar a cadeira pra perto de quem você queira. Tudo simples e rápido.

8. O café da manhã: Essa fica como dica: eu nunca tive muito problema em comer em qualquer lugar, então eu atravessei a passarela na frente do Detran e comprei um café fresco da Tia Ana, vendedora ambulante das redondezas. A aparência pode não ajuda-la a vender, mas o sabor conquista. Estarei lá na sexta-feira novamente, sem dúvidas. E o cigarro, seguindo em frente, ao lado do Detran, tem um outro café. Lá vende cigarro, água, salgados (a preços mais modestos) e é uma alternativa aos fãs de coxinha e risoles.

A princípio, é o que tenho a dizer. A campus party ainda continua e até o fim estarei armazenando na memória momentos memoráveis, ao lado daqueles que de uma outra forma estão sempre próximos. Espero fazer novas amizades, mesmo que seja bebendo agua* ou chá verde*, como já visto. E quem não foi, definitivamente perdeu!

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Postagem feita no dia 13 de fevereiro de 2008 às 19:38 e arquivada na(s) categoria(s) Divagação. Você pode acompanhar os comentários usando RSS 2.0 .
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3 Comentários ;) para “Aconteceu (e acontece) na Campus Party!”

  1. Eric on fevereiro 14th, 2008 at 6:24

    quando veremos as fotos???

    as pessoas do interiorrrrrrr como eu tem curiosidades sobre encontros desse tipo… :P

  2. Pensar Enlouquece, Pense Nisso. on fevereiro 14th, 2008 at 6:51

    Campus Party dia 3 – sementes, networking, discussões…

    O aspecto que mais me impressionou até agora na Campus Party BR foi a quantidade de gente bacana e interessante que tenho encontrado in loco por lá. A dinâmica das conversas que tive na Bienal hoje se assemelhou a uma engrenagem que não parava; for…

  3. Cafeína on fevereiro 14th, 2008 at 9:00

    passei como curiosa na Bienal hoje, só o ambiente e os assuntos com as pessoas já me fizeram ficar com gostinho de estar no meio de tanta gente que se identifica!
    Não deixe de nos contar tudo!!! hehe bjin

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