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Stack Eventos cancela o torneio BSOP no Rio de Janeiro

Posted on maio 31st, 2013 by Rafael R

Rio de Janeiro, Brasil – 31 de maio de 2013 – Stack Eventos SA, empresa proprietária e produtora do Brazilian Series of Poker, BSOP, lamenta anunciar o cancelamento da etapa do Rio de Janeiro, programada para ocorrer a partir de 30 de maio a 3 de Junho de junho no hotel Royal Tulip em São Conrado.

A Stack Eventos trabalhou diligentemente para assegurar que todas as autorizações legais e administrativas fossem obtidas e que o evento fosse sancionado pelas autoridades competentes. A empresa obteve êxito em todas as suas requisições e pleitos, incluindo mas não se limitando a confirmação da presença do Secretário de Esportes do Estado do Rio de Janeiro e a obtenção de um Habeas Corpus garantindo a realização da etapa.

No dia anterior ao evento principal, a Stack Eventos foi surpreendida com uma comunicação do departamento jurídico do hotel que declarava entender que as permissões legais e administrativas obtidas pela empresa organizadora não eram suficientes para garantir a realização do evento.

Em profundo desacordo com esta comunicação do hotel, os advogados da Stack Eventos entraram com medidas judiciais visando garantir a eficácia do habeas corpus e a realização do evento. Entretanto, por uma interpretação específica do Plantao Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, a Stack Eventos viu-se sem alternativas, a não ser optar pelo cancelamento do torneio esportivo.

O Campeonato Brasileiro de Pôquer conta com uma história de mais de 100 torneios realizados em todo o Brasil ao longo dos últimos oito anos e nunca se viu anteriormente forçado a cancelar um evento. A atuação da Stack tem sido fundamental para o desenvolvimento do poker no Brasil, reforçando o pôquer como um esporte da mente junto ao Ministério dos Esportes e como uma atividade absolutamente legítima no país.

A Stack Eventos e o BSOP, com apoio da CBTH, continuarão a envidar todos os esforços para garantir que, assim como já aconteceu em outros estados, este ocorrido se transforme em um pretexto para mais uma ação exitosa do poker em um Tribunal Estadual, fazendo com que no futuro ocorra também no Rio de Janeiro a consolidação desse esporte junto a todas às autoridades competentes e à sociedade em geral.

A Stack agradece toda a comunidade do poker brasileiro por seu apoio contínuo ao longo dos últimos anos, através da evolução do esporte poker no país e o crescimento dos eventos e de sua projeção internacional.

Essa batalha está perdida. Mas a guerra continua.

No último sábado eu estava com planos de ficar em casa, curtir uma internet e não fazer absolutamente nada que fosse depender de entrar num carro e me deslocar para qualquer lugar que fosse. Porém, no meio da tarde eu recebi uma ligação e acabei combinando que ia jogar o 500k do H2 Club. Para dar um contexto: O H2 Club é um dos maiores (se não for o maior) clube de poker do Brasil, situado ali na Avenida Henrique Schaumann, em Pinheiros. O clube completou 7 anos e fez a segunda edição desse torneio, com 500 mil reais de premiação garantida. Ali era onde qualquer jogador de poker do Brasil queria estar e 297 deles se registraram para jogar. E um deles era eu.

Eu jogo poker a algum tempo e acompanho muito de perto a carreira de vários amigos que são profissionais. Desta forma, eu estou sempre observando e tentando absorver tudo referente a parte técnica nas conversas e brincadeiras que vejo, ouço e participo. E apesar de nunca ter participado de um torneio com buy in tão caro – a pequena bagatela de R$ 2.000,00 Reais – eu fui confiante que poderia acertar algumas coisas. E já na estrada eu fui lembrando durante a 1h que me separa de São Paulo dos vários momentos em que o jogo estava na minha frente e eu tentava ir entendendo o que aqueles caras estavam fazendo.

Chego no clube, faço minha inscrição e já vou sentando numa mesa, que estava começando a se formar para o torneio. Reconheci uma boa parte dos jogadores, que jogam regularmente o BSOP que é um torneio que eu colaboro com carinho. E os dealers, aqueles mesmos que trabalham tanto no BSOP quanto nos maiores torneios do Brasil. Aquele clima do barulho das fichas e tudo o que envolve o poker era incrivelmente familiar pra mim e eu confesso ter me sentido a vontade com tudo aquilo.

Justplay poker h2 500k
Minha primeira foto num site de cobertura de torneios, o Mebeliska

Enquanto eu pensava em relatar esse momento eu me peguei pensando se valeria a pena ou não comentar as mãos que joguei. Acho que não é aqui o lugar certo para isso, mas eu fiquei com uma dúvida grande sobre uma das últimas mãos que joguei. Vou relatar aqui e se alguém quiser opinar, sinta-se a vontade, até para entender um pouco da linha do meu pensamento sobre torneios de poker.

1. Estavam na minha mesa nesse momento Marcos XT, Claudio Chá que entrou chip leader na mesa final e mais alguns rostos que eu não conhecia.
2. O clima, como em todo torneio, estava maneiro. Brincadeiras e conversa durante o tempo todo.
3. Um tiozão (não conheço, mas jogava bem) deu um raise no UTG+1. A mesa rodou em fold e eu tinha um sólido K7s. Resolvi pagar os 2.5x do Big Blind e fui ver o flop com ele. Flush draw veio e a certeza absoluta que ele acertou alguma coisa boa. Check, bet, call. Turn blank, check, bet, call. River blank, check, fold.
4. No total, perdi umas 80 mil fichas nessa mão, sabendo que era uma das últimas mãos do dia. Eu tinha 180k nessa hora, a média tava em 220k. Eu sabia também que por estar bem perto da bolha, se eu acertasse algo grande ali ia conseguir dobrar pra cima dele, que tinha no mínimo 2 pares ou trinca. E sabia também que se eu conseguisse dobrar ali, ia fatalmente ficar com quase 400k naquele final do dia 2 e ia poder pressionar ainda mais no começo do dia 3, ao invés de ficar só me esquivando do fogo dos big stacks. No final, ele deu showdown de trinca de 6.

Minha dúvida toda é: Eu deveria realmente apenas esperar o ITM chegar ou joguei de forma correta pensando que poderia passar pro dia 3 com um stack BEM considerável? Não comentei com ninguém ainda essa mão, então ainda estou me torturando pra saber se meu move foi correto ou não.

Enfim, depois disso acabei me envolvendo num all in pré flop com o mesmo tiozão (!) que tinha AQo e eu com um sólido 66. A moça veio no flop e eu acabei eliminado em 29°, quando o ITM começava em 27°. Como ainda não tenho certeza se fui bem nessa jogada acima ou não, eu não sei como encarar essa quase chegada num ITM de um torneio major como esse. Levando em conta que durante os 2 dias que eu joguei eu consegui fazer alguns movimentos bem interessantes (inclui um semi-blefe com check/raise e fold dos 2 que estavam na mão) e coisas que eu via os profissionais fazendo, e pude finalmente aplicar na prática.

Talvez por isso que eu tenha me sentindo tão bem quando ia embora pra casa. Eu realmente joguei bem por uma parte do tempo, consegui ir pilotando meu stack de fichas com cautela e fui até onde eu pensei que não iria, superando tantos profissionais e pessoas que jogam poker regularmente. No final das contas, fiquei realmente feliz por ter participado disso.

Agora é esperar para ver se vou ter outras chances parecidas, né? E, quem sabe, tomar atitudes diferentes quando problemas similares aparecerem. Vivendo e aprendendo!

Para relembrar um dos melhores momentos da trajetória de 20 anos, nos dias 25 e 26 de maio (sábado e domingo), a Banda Sinfônica Jovem do Estado – grupo ligado à EMESP Tom Jobim, escola do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria da Cultura –, apresenta alguns dos maiores clássicos dos cartoons de todos os tempos em um concerto irreverente que vai agradar ao público de todas as idades. A regência e a seleção do repertório são de Mônica Giardini, maestrina titular da orquestra. As apresentações são gratuitas e ocorrem respectivamente às 21h e 17h no Memorial da América Latina.

Banda Sinfônica Jovem

Entre os desenhos animados contemplados no programa estão sucessos que fizeram – e ainda fazem – a alegria de muitas gerações, tais como Os Jetsons, Banana Splits, Jonny Quest, Os Flintstones, Os Simpsons, Space Ghost, Animaniacs, Speed Racer, Josie e as Gatinhas, Wally Gator, Popeye, O Novo Scooby Doo, George, o Rei da Floresta, Super Mouse, A Pantera Cor-de-Rosa, Pica-Pau e Manda-Chuva.

Veja a lista completa de músicas que serão tocadas:

Merrie Melodies Closing Theme (“That’s all Folks”), The Banana Splits, Tema de Os Simpsons, Jonny Quest, Os Jetsons, Os Flintstones, Animaniacs, O crocodilo Wally, Super Galo, O novo Scooby Doo, George rei da floresta, Space Ghost, Speed Racer, Josie & as gatinhas, O marinheiro Popeye, Dom Pixote, As Aventuras de Rocky e Bullwinkle, Super Mouse, Tema da Pantera Cor de Rosa, O Pica-Pau e O Manda Chuva.

Imperdível para quem estiver em Sampa. Para ir entrando no clima do que vem, dê o play no vídeo abaixo da Banda Sinfônica Jovem apresentando Crepúsculo, de Paulo Bon. É uma peça brasileira composta para representar os vários estágios do por-do-sol. O próprio Paulo explica isso durante a apresentação do vídeo.

A edição de maio da Green Sunset, festa que une música eletrônica a arte contemporânea no MIS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, traz pela primeira vez ao Brasil a DJ alemã ADA. A apresentação da artista que, faz um blend de synth-pop, deep house e minimal techno, faz parte do especial Berlin ClubNacht, que busca aproximar o público paulistano da mundialmente conhecida noite berlinense. O evento integra as comemorações do Ano da Alemanha no Brasil 2013-2014. Esta edição também conta com apoio do Instituto Goethe.

Ada - Green Sunset MIS

Como produtora, ADA, ou Michaela Dippel, tem frequente parceria com DJ Koze e outras músicas realizadas com Tracey Thorn, Sascha Funke e Superpitcher. Além da alemã, apresentam-se o residente DJ Tahira e o grupo Grite Poesias.

A Green Sunset acontece no dia 25 de maio, sábado, das 16h às 22h. Esta edição conta com algumas novidades: além de estrear a nova marca da festa, haverá, em parceria com a Tricky Hips, venda de camisetas e bolsas em material ecológico da Green Sunset. Cada entrada dá direito a, além de um drink da SKYY Vodka, um frozen José Cuervo.

Serviço:

Exposições
Quem adquire o ingresso para a Green Sunset tem acesso gratuito a todas as exposições em cartaz no Museu. O grande destaque é o especial Maio Fotografia no MIS. Em sua segunda edição, o mês dedicado à fotografia no Museu apresenta exposições individuais de artistas nacionais e internacionais, que traçam um panorama diversificado da linguagem fotográfica dos séculos 20 e 21: Chico Albuquerque, Willy Ronnis, Joakim Eskildsen e Carlos Ebert. Integra ainda a programação a exposição Paquistão – um país, diversas guerras, de Luiz Maximiano, selecionada pelo projeto Nova Fotografia 2013.

Venda de ingressos
Os 1800 ingressos para a Green Sunset estarão à venda, a partir de 7 de maio, na bilheteria do MIS até as 14h do dia 20 (terça a sábado, das 12h às 21h30h; domingos e feriados, das 11h às 20h30), pelo preço de R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia), ou até o esgotamento das entradas. O público também poderá adquirir o ingresso pelo site: www.ingressorapido.com.br. Neste caso, estará à venda apenas a entrada inteira (a meia deve ser adquirida somente na bilheteria do MIS). Cada pessoa tem direito a comprar dois ingressos. Na entrada, é preciso apresentar o documento de identidade.

Green Sunset – ADA | 25/5/2013 | 16h às 22h
Duração: 6h. Na área externa do MIS. Classificação etária: livre. Ingresso: R$ 14 (inteira) e R$ 7 (meia). Vendas até 25.05 – ou até esgotarem os ingressos – na bilheteria do MIS (terça a sábado, das 12h às 21h30h; domingos e feriados, das 11h às 20h30) e no site: www.ingressorapido.com.br. No dia da festa, a bilheteria fecha às 14h. Máximo de dois ingressos por pessoa. É imprescindível a apresentação do documento de identidade no dia da festa.

Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Por conta da festa, não haverá estacionamento conveniado. Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.

O PokerStars acabou de liberar um vídeo com a mesa final do evento 8-H do SCOOP, um full ring com super knockout – o jogador tem uma parte do buy in destinada para o chamado knockout, assim o jogador que o eliminar fica com essa parte diretamente – de $2.100 de Buy-In. Narrado totalmente em inglês é uma grande aula para quem quer aprender um pouco mais sobre como as mentes de grandes profissionais e jogadores experientes funcionam.

Na íntegra, abaixo:

Foda ou não?