Archive for agosto, 2012

Rankings existem desde que dois seres humanos começaram a realizar as mesmas tarefas e um quis dar uma falinha no outro. E eles são ótimos para fomentar discussões e debates ao redor dos mais diversos assuntos. Se um ranking não gerar nenhum tipo de reação da comunidade então ele não é válido para muitas coisas.

Nos tempos que conheci e comecei a fazer parte do mundo dos blogs eles começaram a pipocar. Volta e meia um ranking novo, uma discussão nova e provavelmente os mesmos argumentos em volta: “Como você esqueceu X, afinal de contas? Ele é muito engraçado!”; “Como pode Y ficar de fora? É quem mais soma pra blogosfera!”; “Veja bem, eu acho que melhor que Z é U, que deveria estar ali!”;

Soube pelos amigos Juju Maesano e Victor “chapazapata” Marques que no poker as coisas são exatamente iguais, mas com uma diferença: Não é tão comum que rankings sejam criados e contestados. Portanto, quando algo assim acontece e toda a comunidade parte para debater e discutir sobre isso é sinal de que o ranking está, por certo, cumprindo o seu papel.

Ranking melhores jogadores de poker do brasil
Veja as explicações no site da ESPN, com meu parceiro Sergio Prado

Tentei acompanhar um pouco dos argumentos do pessoal, no meio do caos que se instalou no Twitter hoje. Entre falinhas, piadas óbvias e argumentos contestáveis estavam algumas coisas interessantes. Um argumento me chamou a atenção: “Jogador X tem mais resultados, é mais blablabla mas ele não faz marketing pessoal”. Claro que isso pode ter várias interpretações e não explica direito a ausência dele no ranking, mas é algo que pode levar a uma reflexão interessante: Você consegue falar de seus resultados sem criar inimizades, sem se meter em confusões ou sem soar arrogante? Você já parou pra pensar na importância disso para o seu lado profissional?

Bom, se chegou até aqui, tenho duas coisas importantes pra dizer pra você:

1. Parabéns, você é esclarecido, está buscando mais informações e quer fazer parte dos debates. Acho que o cenário do poker tem muito a ganhar quando o pessoal começa a se mexer e dar opiniões, ao invés de ficar no “ta com muito, to trabalhando pro senhor meu patrão”. Tem muita gente inteligente que poderia somar um pouco mais e está apenas curtindo. Continue nesse caminho.

2. Se lhe falta um pouco de esclarecimento sobre como fazer seu marketing pessoal dentro do poker, eu vou ministrar uma palestra nesta sexta-feira, dentro do Masterminds, cujo tema é… Mídias Sociais e Poker: usando a rede para marketing pessoal. É a oportunidade perfeita pra você, garotão, que está aparecendo pouco dentro do mundo do poker e quer reverter isso para ser lembrado nos próximos rankings.

Informe-se sobre como participar do Masterminds e leve seu caderninho (ou notebook), acho que teremos uma conversa bem divertida sobre como melhorar essa falha.

E continuem os debates sobre o ranking, está no mínimo divertido acompanhar.

Poker Drops #2 – Especial BSOP

Posted on agosto 16th, 2012 by Rafael R

Demorou mas saiu.

Falamos com Leandro Brasa e com o Robi Gol sobre o BSOP. O bate papo foi legal e falamos um pouco antes sobre a história do BSOP. Prestigiem e digam o que acham de tudo.

Como realizei o último desejo do meu pai, quando pude fazê-lo

Posted on agosto 12th, 2012 by Rafael R

Para ler ouvindo:

(Pai, sei que você no começo achava música eletrônica um barulho sem fim mas agradeço todas as vezes que você topou ouvir até cansar e reclamar meus sets, durante as viagens que fizemos juntos)

A vida é curiosa.

Eu morava com meu pai, trabalhava com ele (eramos sócios de uma empresa) e aprendi 97% das coisas sobre a vida vendo-o agir, tomando broncas dele (que não pararam com o passar dos tempos) e vivendo na base do erro/acerto. E os últimos 6 meses ao lado dele me ensinaram algumas das coisas que pretendo por em prática assim que for oportuno.

Um dia antes dele falecer, no ano passado, ele estava no hospital ainda. Mas tudo o que ele queria era estar em casa. Já estava bem abatido e fraco, mas tinha a certeza de que naquele hospital ele não ficaria melhor do que em casa. O médico era contra, claro, mas não tinha como negar um pedido que soou como uma ordem do meu pai: “Me leva pra casa!”.

Nos meses anteriores, nossa rotina foi acrescida de uma tarefa: Ir de Atibaia até Bragança Paulista, no Hospital Universitário. Entre exames, tratamentos e consultas, nós tivemos belas conversas. Sobre a empresa, sobre a vida, sobre coisas importantes e conversas sem o menor sentido. Não posso reclamar, tive uma oportunidade maior de passar com ele os que seriam seus últimos meses de vida. E como valeu a pena cada momento de dor, cada momento emocionado, nervoso ou de raiva pura mesmo. Como valeu a pena viver com ele seus últimos momentos.

Então, estamos no hospital naquele impasse: O médico recomenda que ele fique, ele me pede já ansioso para ir pra nossa casa. Não tinha como recusar uma ordem direta do velho. Se eu tive ou tenho um ídolo na vida é ele. Era hora de finalmente retribuir novamente por todo o carinho e respeito que aquele relacionamento guardava. Pedi ao médico a liberação e fui prontamente atendido.

No geral, o caminho de no máximo 20 minutos era feito com sonhos, promessas e metas. Estávamos sempre planejando ou executando algo na empresa e esse caminho era guardado para as explicações e palavras. E acho que essa última viagem foi a única exceção.

Com muita dor, ele se queixou desde o momento em que fui ajuda-lo a sentar no banco do passageiro. Mas estava aliviado ao menos, por poder sair daquele hospital e ir pra casa que ele escolheu. E saímos, eu meio sem jeito pra dirigir dando a impressão de que era um novato dirigindo e ele ali, suportando fortemente as dores. Ele não precisou falar “corre!” pra eu perceber que ele precisava mesmo chegar rápido em casa. E eu corri. Em 9 minutos estávamos em casa e eu pude ajuda-lo a sentar-se no seu cantinho, uma cama separada que deixamos na sala mesmo, pela facilidade de se deslocar para os outros ambientes da casa.

Eu não sabia que ia perdê-lo logo após isso. Eu sequer imaginava isso, apesar de saber que ele já estava bem debilitado com a agressividade do câncer. Mas eu estava lá, realizando um de seus últimos desejos. E o fiz com a certeza de que depois de tantos anos de história, parceria e broncas, estava deixando ali um amigo que ficou satisfeito em ter seu pedido realizado.

Sinto uma saudade que talvez jamais eu consiga colocar em palavras. E espero que hoje, um dia dos pais atípico pra mim, duas coisas aconteçam:

1. Que você, meu pai, tenha a certeza que todos os seus pedidos e conselhos foram assimilados por todos os seus filhos. Cada um, a sua maneira, está e continuará lutando para que seus ensinamentos e broncas não tenham sido em vão. Você foi competente nesse quesito e espero de verdade que sinta-se orgulhoso pelos passos de cada um deles. E as vitórias ainda virão aos montes, então estaremos celebrando juntos da forma que for por cada uma delas.

2. Que você, que de alguma forma se envolveu com a história e ainda tenha seu pai em casa entenda a importância da família na vida da gente. Sei que cada família tem as suas próprias particularidades mas também sei que família mesmo é aquela que a gente escolhe ter. Sejam felizes com as suas.

Meu primeiro depósito no PokerStars

Posted on agosto 1st, 2012 by Rafael R

Hoje fiz meu primeiro depósito no PokerStars.

Registrando no pokerstars
Os dois primeiros torneios que começaram agora a pouco!

Decidi que pela primeira vez vou levar o poker a sério pela primeira vez na vida, agora que fiz o meu primeiro depósito. Foram $50 dólares direto do Astropay – recomendado pelo meu irmão Vitão ‘chapazapata‘ Marques. E com esse depósito simbólico vou começar o meu desafio.

Nos últimos meses eu tive muito contato com o poker. Desde as figuras mais simbólicas desse meio no Brasil até a parte técnica, através de coachings, fui tendo um contato mais profundo e direto com esse esporte. São tantas histórias para contar que talvez eu comece uma série delas aqui nesse blog.

Enfim, o jogo começou. Pretendo fazer um relatório semanal sobre o ocorrido e pode até ser que eu perca tudo, em breve. Mas vou tentar jogar um pouco mais sério e atento a todos os ensinamentos que já tive contato. Já li 5 livros sobre poker, leio regularmente sites e blogs (preciso começar a ler fóruns, tão importantes para jogadores) e acho que estou pronto para começar. Como o valor é simbólico, vou jogar apenas torneios micro de $1,10 e $0,55 de buy in. Pretendo jogar também os satélites para o BSOP que começam com $0,55R e $1,10 e vamos pra lá.

Vamos jogar poker!