Archive for janeiro, 2009

BSOP – O Brazilian Series of Poker vai começar!

Posted on janeiro 31st, 2009 by Rafael R

BSOPShuffle up and deal! Um dos maiores torneios brasileiros de Poker está com as incrições abertas já. Para quem não conhece, o BSOP – Brazilian Series of Poker – é uma iniciativa bacana idealizada para conhecer os maiores jogadores do Brasil. Serão 10 etapas distribuidas em diversas cidades brasileiras e mais uma final, que reunirá os campeões dos eventos realizados durante o ano. As regras do torneio podem ser encontradas no site oficial – www.bsop.com.br – assim como os valores de inscrição e outros detalhes. Para quem gosta de Poker de alto nível, ta ai uma chance bacana de por a habilidade a prova. Mudando um pouco de assunto, o fato é que eu venho treinando diariamente minha habilidade, chegando a faixa de premiação de alguns torneios de buy-in (valor da entrada) baixos nos últimos meses. Porém, só tenho jogado online pela dificuldade obvia de se jogar Poker num país como o Brasil. Como ainda não tenho um bankroll (dinheiro destinao única e exclusivamente para o Poker) montado para começar a brincadeira, não existe ainda a possibilidade de eu brincar em alguma(s) etapa(s) do BSOP. Pensei até na hipótese de tentar a sorte e buscar um patrocínio, levando o nome de algum anunciante bacana para a mídia especializada que faz a cobertura desse tipo de evento. Por enquanto, é só um sonho mesmo, mas de repente qualquer hora dessas eu seja surpreendido por alguém com interesse e (pouco) dinheiro para investir num sonho. Talvez qualquer hora eu até use esse (e outros) blog para transformar o sonho em uma meta, tudo depende de eu conseguir mais alguma motivação real para fazê-lo. Não sei como nem porque, mas tem alguma coisa no Texas Hold’em que me atrai bastante. E testar o feeling que a gente tem é importante para saber a que nível estamos, o quanto de treino precisamos e outros fatores. 

bsop troféu

Aliás, fica a dica: se ver alguém que tem por volta de R$ 1200,00 reais sobrando, uma empresa bacana e que preferencialmente goste de poker, peça para que ele/a visite esse post e leia com atenção.

As músicas de ‘Caminho das Índias’, versão local

Posted on janeiro 30th, 2009 by Rafael R

Quando falamos de músicas indianas, é inevitável mencionar a Cítara, que é um instrumento de corda bastante difundido pelos lados de lá. Ravi Shankar é o maior expoente da música Indiana, provavelmente, e é considerado um grande guru. Não é difícil, nos dias de hoje, encontrar festivais de música Indiana na internet. Um exemplo disso é o Monte Music Festival, que aconteceu no dia 25 de Janeiro desse ano. Veja algumas imagens do festival abaixo:

Se a novela da Rede Globo, Caminho das Índias, fosse um documentário, certamente imagens como as reproduzidas acima seriam facilmente encontradas.Não entrariam no repertório nenhuma música pop.

E esse post é um protesto informal sobre distorções que as televisões do mundo inteiro fazem para adaptar conteúdo e mostrar realidades parciais. Não tem como fazer download das músicas do CD tema de Caminho das Índias justamente por esse motivo. A Índia tem uma história muito bonita para incentivarmos esse tipo de atitude. Porém, para não dizer que essa postagem é oportunista demais, segue abaixo uma imagem de Ganesh, que tem um significado muito bacana e que deve ser passado adiante a quem tenha interesse.

ganesh
Leia mais sobre Hinduísmo aqui

Ficamos assim então.

Como fazer uma rave em plena rua? Vá para Israel!

Posted on janeiro 30th, 2009 by Rafael R

No Brasil, a tradição do ‘esquenta’ antes de entrar nas festas é bastante difundida. Tudo consiste no ato já manjado de passar em algum mercado próximo, comprar algo com teor alcólico, misturar com algo que produza um sabor interessante e posicionar-se próximo da entrada da festa. Em muitos casos, a mistura pode ter a soma de música alta, o que já motiva os menos tímidos a ensaiarem alguns passos de dança. A alegria desse momento pode ser conferida nos sorrisos e gracejos dos integrantes do esquenta. Já em Israel, o grande barato é levar a festa para a rua, misturando alguns dos elementos enquanto o farol está fechado, por exemplo. Você pode até pensar ‘mas e se isso atrabalhar o trânsito?‘ e eu lhe mostro uma solução simples, importada do país com o maior número de top-Djs da cena trance do mundo. Veja abaixo:

É bastante provável que a cena acima tenha sido filmada bem longe da Faixa de Gaza, por motivos óbvios. E se por um lado, as bandas de lá possuem muitos dos chamados ‘Fanáticos Religiosos‘, por outro lado é fácil perceber que quando o negócio é cair na balada, eles não ficam atrás de outros povos ao redor do mundo.

Sentiu uma vibe ‘rave na rua’ também ou eu to exagerando na reação?

Update: Bacana mesmo é ver uma festa em Israel, com o clima de deserto que a região proporciona. Topa?

Porque o fim da blogosfera faz sentido?

Posted on janeiro 28th, 2009 by Rafael R

Antes de qualquer coisa: leia apenas se tiver vontade, texto longo e chato dando explicações a quem não devo. Motivado quase que totalmente a brisa leve da cerveja que consumi instantes atrás. 

Parafraseando a comunidade do Orkut que anda tirando o sono de algumas pessoas, eu tentarei explicar porque faz sentido O fim da blogosfera. E o melhor é que nem precisarei ir tão longe pra argumentar, mas obviamente passarei do padrão “é inveja” e mostrarei fatos que se não o convencerem, farão você pensar a respeito. Para começar as conversas, pensemos um pouco: o que teria em comum os blogs Brainstorm #9, Infopod, Vivo Verde, Gravataí Merengue e esse aqui? Caso não os conheça, clique e analise friamente. Caso não ME conheça, tire um tempo pra ler os posts anteriores daqui.

Fail
Crédito: Wootan

Um blog não tem nada de parecido com o outro, certo? Pois ai temos um paradoxo: Porque clamam pela Blogosfera quando na verdade o que blogs tem em comum são apenas utilizar a mesma ferramenta para publicar conteúdo na internet? Entendo isso como algo parecido a dizer que seres humanos são todos iguais, pois andam com as pernas, e nesse meio igualar assassinos, blogueiros, artistas, celebridades*, galerinha que frequenta a igreja… Em parte, existe sentido em chamar todos em humanos, mas sub-categorias são de extrema importância para que não existam pessoas confundindo o cú com as calças. Ou vai dizer que o serviço bacana prestado pelo Merigo no B#9 pode se comparar ao descredito de minhas postagens oportunistas e vazias? 

Aliás, quando foi que eu clamei publicamente que estaria criando um blog com fins informativos, narrando verdades inquestionáveis e prováveis, me comprometendo a não enganar qualquer um com qualquer besteira que eu escrevo aqui? Se até as pessoas que tem mais relevância na meritocracia informal da internet se prestam a atrais salsinhas e afins, porque eu não posso fazer isso aqui? 

Enfim, para efeitos gerais, vou declarar aqui alguns termos:

1. Com excessão de alguns amigos próximos, eu nunca pedi para ninguém acompanhar o que faço aqui. Se alguns acompanham, o fazem porque têm seus próprios motivos. Agradeço a atenção desprendida e tento corresponder com todo sarcasmo e espírito de porco com o qual as pessoas provavelmente possam ter tomado conhecimento de minha existência. As vezes acerto, as vezes erro.

2. Usar artimanhas marotas para atrair atenção é fato usado desde que as pessoas sentiram pela primeira vez que precisam da atenção das outras. Umas fazem por necessidade, umas fazem por pura brincadeira, cada qual tem seus próprios motivos. Em momento algum me comprometi a entregar o conteúdo que faço propaganda, e se entrego as vezes é por não ter uma piada melhor para fazer.

3. Excluindo o fato de eu usar o blog como ferramenta, eu nunca achei digno me incluir na classe de blogueiros de fato, aqueles que tem comprometimento com sua audiência e procuram atender as necessidades dos mesmos. Ao menos não aqui, nesse blog, assim como não também no meu twitter pessoal. Não me cobrem essa postura aqui ou lá, isso não vai rolar.

4. Não me cite como exemplo. Nunca declarei antes que gostaria de servir como um.

5. Quando procurar informações na internet, tenha em mente que diversas outras mentes ociosas procuram de todas as formas atrair sua atenção com intuitos pouco ortodoxos. Essa é a realidade da rede e serve para todos os fins. Assumir que teve a atenção atraida, em alguns casos, provoca a sensação de dever cumprido, mesmo que o assunto não tenha sido abordado onde foi prometido. 

E por favor, quando for falar de mim, procure saber antes do que acontece. Tem um post antes desse, falando sobre a Campus Party e todas as minhas experiências vividas por lá. Mesmo eu não tendo obrigação nenhuma, eu falei sobre coisas além das vodkas que tomei. Nunca me vi como um prestador de serviço, mas prestei esse serviço de informar a realidade sem aumentar uma vírgula. 

E, sério mesmo, se a blogosfera for essa coisa chata e séria que alguns querem pregar, me incluam fora dessa. Eu tenho um blog única e exclusivamente pela facilidade de declarar o que quero a quem quiser ler, não quero estar no mesmo barco de blogs sérios e pseudo-cultos que pregam verdades indiscutíveis. Enquanto alguns levam a internet totalmente a sério, muitos outros estão aqui apenas pelo prazer. Se ter um blog me credencia a participar da blogosfera, eu vou argumentar sempre que a idéia principal de um blog, ao menos quando ela nasceu, era declarar opiniões próprias apenas àquelas que tivessem acesso a tal informação. E se para alguns a idéia vai além disso, me desculpem por não querer participar dessa coisa séria e rígida, que por sinal, vai contra a essência disso tudo.

O ano que a Campus Party Brasil acabou!

Posted on janeiro 24th, 2009 by Rafael R

Em meio a diversas confusões, baixarias, falhas e picuinhas, resolvo sair do lugar comum e dar opiniões sinceras e diversas sobre a edição 2009 da Campus Party, que termina oficialmente no domingo. Houveram tantas falhas e erros que eu nem sei por onde começar. E acredite, as pessoas lembram de eventos onde algo deu errado justamente por essas falhas, deixando de lado as coisas boas. Eu farei o inverso, citarei as coisas boas no final do post, apenas para que não pensem que estou malhando o evento com segundas intenções. Começaremos pelos primeiros erros. 

enjaulado?
Então, não fui preso por portar um litro de red label? Aparentemente não! | Crédito: Yassuda

A revolução dos Nerds, parte I

Aconteceu algo tão contraditório que é até difícil acreditar. Para dar um contexto bom pra história, pensemos no seguinte: o stand da Abril foi um dos mais visitados do evento, devido ao fato de algumas coelhinhas da playboy estarem a disposição das pessoas para eventuais fotos. São tantos cliques que eu acho que não preciso ilustrar isso. Aliás, fotos das coelhinhas são indispensáveis, melhor buscar uma das inúmeras no flickr.

coelhinhas #cparty
Coelhinhas… o “item” mais clicado da #cparty | Foto: Petit Mobile

Se ninguém achou ruim em momento algo o fato das coelhinhas estarem presentes ali, certamente não achariam ruim se elas estivessem no palco dançando uma música envolvente, certo? Como não havia mulheres no palco, os nerds acharam de bom tom expulsar um artista que estava se apresentando. Maiores detalhes sobre o fato, leiam no suspensa. Sei que foi uma atitude ridícula e eu não concordo de maneira alguma com isso, mas já passou. Isso sem falar na revolução dos nerds parte II, que pode ser lida na íntegra com filme no OMEDI

Segurança(s) na Campus Party = #Fail

Nem todo segurança é despreparado. Existem N eventos que eu já fui onde o pessoal fazia seu papel sem interferir negativamente na festa. Porém, esse definitivamente não foi o caso da Campus Party, onde os truculentos seguranças pareciam adivinhar apenas quem não era suspeito de nada e se impor sobre essas pessoas, enquanto as demais podiam circular livremente cometendo pequenos atos ilícitos, se é que podemos falar assim. Bebidas com alcool, que em teoria não eram permitidas, estavam dentro do evento unindo-se a cigarros acessos e outros excessos. Até ai tudo bem, nada demais. Porém, pessoas que conseguiam sair com notebooks alheios do evento sem qualquer tipo de revista é algo mais preocupante, sem dúvidas. O Jonnyken que o diga, depois de provar por A + B que qualquer um poderia fazer isso a qualquer instante. 

#cparty I love geeks
“I love Geeks”! E era GATA a moça da foto! | Crédito: Wendely Leal

Até poderia continuar no assunto segurança, mas eu sou obrigado a agradecer as falhas da segurança que deixaram nosso momento social um pouco mais divertido, como podemos ver em algumas fotos (como no post anterior) e relatos. Sem mais para o momento.

Programação Musical

Quem diabos escolheu os artistas para o palco principal? O que houve com as discotecagens que alguns aguardaram e foram canceladas? QUEM DIABOS ELABOROU A LISTA? Porque não fizeram uma porra de uma pesquisa para saber o gosto dos frequentadores? Que adianta pagar 100 reais e ser surpreendidos com nomes diferentes, bons e/ou ruins, mas sem sequer saber pelo que esperar? E por que, jovens, vocês acharam que Teatro Trágico poderia ficar numa boa e expulsaram um cara bacana do palco? Qual a lógica disso tudo?

Internet is for porn!
Internet is for porn!!! | Crédito: Leonardo

Música é algo que dificilmente vai agradar 4000 pessoas. Levamos em consideração e podemos dizer que na salada que a organização escolheu, a maioria dos nomes não agradou ninguém. Os que ficaram felizes com algumas escolhas, escrotizaram outras. É sabido que não agradaria todo mundo, mas isso eu prefiro nem opinar, deixo as perguntas acima pra vocês.

As pessoas – Ahhhh, as pessoas!

Ta ai algo que valeu a pena. Conhecer alguns daqueles que a gente não tem muita chance de encontrar na rua, tomar um red label com outros, gerar idéias para posts… tudo isso sempre vale a pena. A gente sabe que vai demorar pra poder sentar de novo num buteco e tomar mais cerveja, por isso que esses momentos são aproveitados da melhor maneira possível. Todo mundo que eu conversei na Campus Party demonstrou um pouco disso, apesar do eterno cansaço entre downloads e selvagens partidas de Counter Strike. Se tem algo que podemos dizer que se salvou na Campus Party, sem dúvidas foi isso. 

nerdson etílico
Para ler na íntegra, visite o Nerdson

Evidentemente, não são todas as pessoas que estão lá que valem a pena. Nerds que acham legal vaiar artistas e humilha-los, pedindo para que se retirem do palco, esses são a excessão. Aqueles que criam tumulto sem motivo, idem. Abusados que não sabem como tratar uma mulher, e jogam a culpa numa aposta imbecil, idem. Mas até esses tiveram seus espaços respeitados e que cada um colha o que plantou, é apenas o que desejo. 

Para fechar um dos maiores posts da história desse blog, agradeço aos suspeitos de plantão que fizeram da semana uma coisa mais divertida. As musas que fazem com que o streaming tenha picos de 200 pessoas assistindo, aos que vieram de longe e eu não pude dar tanta atenção por ser um pouco hiperativo e não conseguir ficar parado, aos que conheci que serão sempre bem vindos para uma cerveja e aos organizadores da Campus Party, que apesar de falharem em diversos aspectos, proporcionaram bons momentos para todos que estiveram presentes por lá. Ano que vem, eu to fora, mas outras oportunidades virão. E que todos conquistem muita relevância na meritocracia informal da internet, é o que todos nós, invejosos, desejamos bem no fundo de nossas almas. ;)