Archive for fevereiro, 2008

Bug no twitter? Eu vi ao vivo!

Posted on fevereiro 28th, 2008 by Rafael R

Essa noite, como reportado primeiro no Google Discovery, no post “Twitter pode ter sido hackeado nesta madrugada“, o twitter passou a operar de forma completamente errônea. Não creio que tenha sido hackeado, como sugere o título do post do Renê Fraga, e sim acredito num erro de programação qualquer. Para sabermos mesmo o que houve, somente quando houver um comunicado oficial por parte do staff do Twitter.

Descrição do erro: Cada vez que você clicava no Home, você era direcionado a home de outro usuário. Simples assim. Eu fiquei curioso com quantas vezes conseguiria logar em usuários diferentes e passei a deixar uma mensagem padrão como atualização: “BUG NO TWITTER? @Justplay“. Tirei dois print screens mostrando a ação, e em menos de 10 minutos eu contei mais de 100 atualizações com logins diferentes. Cheguei a pensar em deixar uma mensagem divulgando algum produto/serviço, mas poderia ser acusado de spam e também perderia a graça da descoberta. Creio que optei pela medida correta. Isso porque certamente não sou um “hacker maldoso”, que poderia sair clicando no “following” do meu próprio usuário, além de trocar senhas e anotar emails dos usuários. Será que algum hacker maldoso estava online na hora e se aproveitou dessa brexa?

Observando uma mensagem no blog do twitter, temos uma breve e pouco explicativa mensagem dizendo que foi reportado um “erro na linha do tempos das mensagens, que mostravam mensagens que normalmente não viriam”. Balela. Ta na cara que o erro foi de algum programador que, por desleixo ou algo do tipo, acabou trocando as bolas e deixando o uso do twitter randômico nas sessões. Esperemos então que eles averiguem o que houve de errado de fato e nos deixe a par das coisas, afinal como usuários que seguimos regras, esperamos em troca no mínimo o direito a privacidade. Vi a dica do post no blog no twitter do Markun, após a normalização dos serviços.

Pra posteridade, ficam os print screens dos logins que eu tive acesso. Claro, sem nenhum tipo de danos aos envolvidos, excluindo a atualização que fiz como forma de “protesto pacífico”.

Improv Everywhere - A evolução dos flash mobs!

Posted on fevereiro 27th, 2008 by Rafael R

Vi no gafanhoto um vídeo que continha os seguintes dizeres:

“207 pessoas resolveram parar o tempo numa estação de metro nos EUA.
Tínhamos que fazer coisas assim por aqui!”

Veja bem: isso não explica o vídeo, apesar de ser uma interpretação.

Depois de ver o vídeo e perceber que logo no início tinha alguém coordenando a ação, percebi que não era algo remoto. Óbvio, 207 pessoas não congelariam numa estação de trem a toa. E fui atrás para saber mais do que aquilo se tratava. Descobri o usuário do youtube “Improv Everywhere” que tinha cerca de 60 vídeos mostrando algumas “ações”.

A primeira que me chamou a atenção foi um fake-show do U2, em frente ao local onde seria o show original (Madson Square Garden), provavelmente mais tarde. A galera alugou equipamento, mobilizou sósias paramentados e subiu no alto do prédio em frente, fazendo crer que haveria ali um show do U2 gratuito e não programado, até onde entendi. A galera na frente ficaria encarregada de chamar a atenção dos demais que passassem, gritando o nome do Bono Vox, cantando as músicas e fazendo o estardalhaço todo. Lembrei de alguma coisa, parece que eu já havia visto isso em algum lugar. E continuei vendo outros vídeos de ações parecidas. Eles realmente não tem jeito. Ou têm jeito para isso, são bons nisso!

Uma outra ação que destaco, foi uma em que 80 “agentes” (denominação para quem participa das brincadeiras) entraram com roupas iguais as dos atendentes da Best Buy, e ficaram lá rodando pela loja. Até a polícia foi chamada ao local, mas não percebi nada que encrencasse os agentes.

Contente com o que havia visto, fui atrás do site do pessoal. Ele existe, e tem até um FAQ que explica o que é e porque existe. A evolução natural do flash mob tem fundamentos, tem pequenas regras, não tem fins lucrativos. É o que eles chamam de “pegadinhas do joão cleber“, que podem perfeitamente existir apenas para somar, e não para humilhar as pessoas na rua. “Você pode tirar bons momentos e lembrar daquilo para sempre“, dizem eles. E vendo os vídeos, você tem a nítida impressão que é bem por ai.

Um pré-requisito importante deve ser ressaltado: é preciso morar em Nova York, cidade onde acontecem os eventos. Isso era assim, antes. Mas com a grandeza da coisa, foram abertas outras possibilidades - incluindo o cadastro de agentes de outros lugares do mundo, para ações locais - e foi exatamente o que me abriu o precedente de pensar: quem toparia uma brindadeira desse quilate? Funcionaria em São Paulo? Imagina 100 pessoas, na Avenida Paulista, ocupando todos os orelhões por 40, 50 minutos? É o tipo de ação que a galera costuma fazer.

Vale a pena entender as ações e quem sabe até fazer parte de uma, num futuro próximo. Fica a dica: eu participaria, se caso ocorresse uma nas bandas daqui.

Mais sobre o que foi falado aqui, pode ser encontrado abaixo:
Improv Everywhere: http://improveverywhere.com/
FAQ / Improv Everywhere: http://improveverywhere.com/faq/
Youtube: http://www.youtube.com/user/ImprovEverywhere
Flash Mob: http://pt.wikipedia.org/wiki/Flash_mob

Na revista, veja o exagero!

Posted on fevereiro 26th, 2008 by Rafael R

Título confuso. Confesso.
Mas vamos aos fatos.

Na última segunda-feira, eu fui convidado por um amigo a ir até Registro, cidade conhecida dos paulistanos apenas porque é uma das paradas da viagem até Curitiba. Quer dizer, eu apenas a conheço assim. E desconheço quem tenha outra visão da pequena e pacata cidade. Veja bem, não estou sendo calunioso. Estou citando apenas a parte que me toca na estrada.

A primeira conclusão que cheguei: Ônibus de viagem, em especial das empresas Cometa e Catarinense têm um ótimo sistema de amortecimento. Explico: Existem com certeza mais de 3 buracos por metro quadrado na BR 116 (Régis Bittencourt) e indo de carro rebaixado, você potencializa o impacto dos pneus nos ocupantes. A Pick Up Corsa do amigo fez pular mais de 200 vezes durante o percurso (calculado) de 210km que separam a capital daquela região. Veja que coisa, eu me senti num dos brinquedos de algum parque de diversões qualquer, sem ao menos ter que pagar ingresso/pedágio.

Nota: A piada que será narrada a seguir é verídica, ouvida em um posto qualquer da rodovia. Não tenho intenção de caluniar nem sacanear ninguém, haja visto que as brincadeiras com gaúchos já são praticamente uma parte da história das rixas regionais.

Num determinado momento da ida, paramos no posto. Faltava cerveja água pra gente e decidimos que não poderiamos continuar viagem sem. Um frentista, simpático, nos atendeu. Perguntamos se faltava muito para chegar em registro. O cara, esperto, falou que certamente eramos paulistanos. Perguntamos porque, sem lembrar que o cidadão poderia apenas ter lido a placa do carro. Ele disse que paulistas em geral pegam a BR 116 pra ir até Registro, Curitiba e no máximo até Floripa. Mas que Gaúcho que segue pela BR 116 vai dar lá em Porto Alegre. Achei desnecessário comentar e seguimos adiante.

Chegando lá, descobri o número grande de decendentes orientais que habitam a região. Casas ornamentadas com artigos legitimamente gaúchos (ok, não pense em gogoboys, pense em cuias e apetrechos para churrasco) dividiam espaço com casas temáticas japonesas. Não lembro nomes, mas vi mais locais com temas japoneses do que em outros lugares. E veja só, que coisa: um restaurante com comida típica mineira administrado por… japoneses! É a globalização chegando aos lugares remotos, ou a materialização daquele comercial que eu vi tempos atrás, que falava disso. Qual comercial? Não sei, mas sei que vi um assim.

O índice de mulheres no local é grande. Aliás, esse foi o motivo do post, acredito: passar a dica adiante. Marcaremos uma balada em breve na região, e provavelmente eu convide alguns amigos que participam por aqui e por ali para participar da festividade. Creio que melhor que cerveja gelada, seja cerveja gelada com aquele pessoal simpático que adora uma piada. Quem souber de festas regionais, baladas, bares e casas de strip na região, comunique-me o quanto antes.

E desde já, convido o amigo Bender a participar da empreitada. Grandes fãs de cerveja devem se unir por ideais comuns além dos copos e histórias divertidas, as vezes. Mas veja bem: isso não é nada demais, se não um motivo para trocar idéias e fomentar opiniões que nos fazem interesse.