Não tem muito o que comentar, só da play e presta atenção em tudo.

Jericos – Uma história de lama, fumaça e velocidade no coração da Amazônia

Anderson Schneider | Jericos from Fotoclube f/508 on Vimeo.

Vídeo de Anderson Schneider, exibido na quarta edição do Projeto Lambe-Lambe.

Um post de sucesso relativo nesse blog ganha, enfim, uma atualização. Como tornar sua festa um sucesso, escolhendo grandes músicas, sendo que você não é DJ e não está por dentro dos nomes daquelas músicas que fazem a galera balançar freneticamente o esqueleto nas festas? A resposta vem logo em seguida, numa lista elaborada para quem quer aproveitar esse final de ano com músicas que só tocarão nas rádios e nas pistas das baladas no ano que vem. Mostre aos seus coleguinhas que, da mesma forma que Jesus Luz, você também pode fingir ser um DJ de sucesso e entrar para aquele seleto grupo de pessoas que demonstram domínio sobre as pick ups. Vamos a lista?

Top 5 – Músicas que farão a sua festa bombar //

5º – Tiësto – Louder than Boom (Extended Mix)

Tiësto é sempre Tiësto. A qualidade de produção é digna dos top-djs do mundo e essa música não fica devendo em nada.

4º – Dash Berlin feat Emma Hewitt – Waiting (Vocal Mix)

Mais uma com produção impecável. Melodia fácil, vocal marcante e bom ritmo completam o conjunto, fazendo você ficar inspirado nas primeiras palavras. Poderia facilmente ocupar a primeira posição desse ranking e não ocupa não sei bem porque, acho que porque as posições aqui pouco importam.

3º – Aly & Fila – Khepera (Leon Bolier Remix)

Música fácil de ouvir.

2º – M6 – Deep Inside (Vocal Tech Mix)

Aqui já temos uma pegada mais agressiva, com elementos bem marcados. Interessante ser ouvida, se você tiver com dose(s) de vodka na cabeça já.

1. Lange feat. Sarah Howells – Let It All Out (Ronski Speed Remix)

A música “surgiu” no aclamado “A state of trance“, do Armin Van Buuren. Por isso só, já vem completamente bem credenciada. E ouvindo ela você entende porque do DJ ter incluido ela no seu epsódio live. Trance de ótimo gosto.

Basicamente, é isso. Se precisar de mais dicas para sua festa bombar, leia o post original dessa série (aqui) e boa festa.

Um rolê pela quebrada, pra clarear…

Post: outubro 14th, 2009 | Por Rafael R

Esse é um texto provavelmente fictício. situações, nomes e pequenas omissões devem ser encarados como detalhes dramáticos. Caso você reconheça alguma personagem e/ou lugar, entenda que poderá ser mera coincidência.

Era um sábado, umas 16:30hs.

O sol tava fritando a cabeça. A cerveja, a terceira pelas minhas contas, estava sendo aberta naquele instante. Quando chegou no buteco o Jonas¹, com o convite. Perto dali, num bairro de periferia, estava acontecendo uma festa de alguns traficantes. Segundo ele, não deveriamos perder aquilo porque “o funk estava comendo solto e as cachorras estavam no cio!“, palavras dele. Você poucas vezes imagina o que é uma festa na periferia. Obviamente, você não pode simplesmente chegar numa festa na rua e começar a se divertir. Se você não conhece ninguém do lugar, eu não recomendaria que você aparecesse do nada. E nada do que eu tinha vivido até aquele momento me preparava para aquilo que eu ia viver nessa tarde de sol em Sampa.

No caminho, avistamos uma viatura da Força Tática. Pra quem não é de Sampa e não conhece, essa é aquela viatura que os bandidos cruzam e temem. Eu nunca costumei prestar atenção em polícia na rua, mas naquele dia eu estava meio assim. Porém, foi a última viatura que eu vi no dia e ainda estavamos a alguns quarteirões da festa. Continuamos na peregrinação e fomos adiante.

Você sabe que ta na periferia de São Paulo quando você vê alguns caras andando de CG sentados no banco na parte de trás, numa posição que parece incrivelmente incômoda pra pilotar. Boné com aba reta e camisas largas geralmente completam o visual. Quando você cruza com mais de 2 desses andando juntos, você sabe que está num lugar onde a paz, na teoria, impera. E foi um motivo de alívio ver que na esquina da rua estavam paradas mais de 20 CG’s, algumas com placa, outras sem, verde, azul, roda estrela, raios trançados, escapamento barulhento… tinha literalmente pra todos os gostos. Próximo delas, algumas crianças com bicicletas tentavam empinar, sem se preocupar com a presença de carros que teimosamente insistiam em passar por aquela rua, que naquele momento estava com 3/4 do espaço ocupado por motos, crianças, cachorros, pessoas e pessoas. Enfim, tinhamos chegado ao local e estavamos prontos pra encarar aquilo de frente.

Como disse antes, não é bom chegar num lugar desses sem conhecer ninguém. E ao entrarmos na rua, que estava fechada com cavaletes de um lado e uma kombi atravessada pelo outro, fomos em busca do nosso contato. Nego Alemão, um dos patrocinadores da festa. Um jovem com os cabelos pintados de amarelo quase branco, com dois nextels pendurados no pescoço, 2 correntes de prata e um nike colorido nos pés. Aliás, você pode facilmente passar por um “local” se estiver com uma corrente de prata e um nextel no pescoço, perdi as contas de quantas pessoas com essas características eu vi por lá.

Em uma das casas, no quintal, era servido o chopp. Na verdade, eram 3 as casas que serviam de bar alternativo. Mas em apenas uma delas havia um grupo dentro. Nesse grupo, estava nosso contato e nos dirigimos a ele, mas não sem antes sermos parados por 3 caras, seguranças dele, que estavam na porta cuidando de tudo. É incrivelmente estranho ver pessoas armadas nessas condições, mas você não pode demonstrar nenhum tipo de insegurança nessas horas. Com a autorização devida, conseguimos cumprimentar Nego Alemão, que ainda fez questão de nos servir chopps (extremamente gelados, melhores que os de certos bares por ai) enquanto cumprimentava um ou outro que passava por ali. O cara realmente é popular naquela região.

Quando todo mundo se conhece mas ninguém te reconhece, olhares curiosos são inevitáveis. Quando isso acontece em situações como essa que estou narrando, é praticamente impossível não se sentir incomodado. Porém, após sermos vistos falando e fazendo piadas com um dos donos do lugar, a curiosidade das pessoas se vai e elas voltam seus olhares para outros acontecimentos. E os nossos olhares também passeavam pelo lugar, geralmente encerrando aquela panorâmica sempre na mesma esquina, onde 7 garotas com pouquíssima roupa não ligavam para o frio e rebolavam freneticamente ao som das batidas das caixas de som. Porém, em todo lugar existem regras e não seria seguro ficar mais de 10 segundos direto olhando fixamente para aqueles micro-shorts rebolativos.

Uma outra coisa que marca a periferia são as garotas. Elas simplesmente não encontram problema algum em mostrar o corpo, mesmo que o mesmo esteja um pouco fora de forma. É normal ver gordinhas, magrelas e algumas extremamente gostosas com a barriga de fora, com uma saia curta, com shorts apertadíssimos. E estando numa festa com a temática funk no ar, elas estavam aos bandos circulando e dançando sem pensar no amanhã. O clima de euforia tomava todas as pessoas que atravessavam aquela rua, naquele dia. Nem mesmo as senhoras mais velhas deixavam de sorrir e se divertir. Por instantes, você meio que sem querer acredita que todos os problemas do mundo tem solução. E que as pessoas, no fundo, só querem ser felizes.

Antes de anoitecer, fomos embora. Nego Alemão agradeceu pessoalmente nossa presença, e dizia para voltarmos mais vezes, pois naquele dia específico ele estava sem tempo. “É tudo nosso!” e “Valeu, chapa!“, aperto de mão e entramos no carro. E diferente de outras vezes, dessa vez eu achei melhor que não tivessem ocorrido grandes aventuras, dadas as condições adversas.

Qualquer hora, voltaremos lá pra ver como é o dia comum dos caras. Com cerveja no buteco, cadeira de metal na rua e dominó rolando solto.